FORMAS DE AMAR

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FORMAS DE AMAR

IMAGEM RETIRADA DE: vassourando.com

 

Toda mulher tem uma forma de amar, algumas conseguem amar a um homem apenas por toda uma vida, outras amam através dos tempos os homens que passam por sua existência. Qual dessas mulheres se parece com você? Ou melhor, você não se enquadra em nenhuma dessas descrições?

Gabriela, ainda jovem conheceu o amor da sua vida, lutou com garras e dentes por esse amor, quando precisou provar a ele que o amava simplesmente o fez, não se importou se era certo ou errado, se viria o arrependimento depois, apenas o amou. Engravidou e casou-se com ele, teve filhos, construiu sua família, foram por algum tempo felizes, mas num dia cinzento de outono descobriu que o seu amado esposo a traia. Chorou, pensou morrer, falou mal, brigou, odiou a amante, mas não conseguiu se separar, e perdoou não apenas essa traição, mas todas as outras que esse homem cometeu. Estão juntos até hoje, ele do modo que sempre quis viver e ela do único modo que podia para poder estar ao lado do seu amor.

Bianca se apaixonou ainda muito menina, seus pais sempre foram muito severos, fora criada nos moldes familiares mais rígidos, tinha um sonho, casar-se virgem, e quando seu namorado quis algo mais íntimo ela não conseguiu desobedecer as regras que aprendera no seio familiar e o perdeu. Sofreu, chorou, culpou-se, acreditou ser tudo isso muito injusto, mas seguiu vivendo, estudando, trabalhando, namorando outros garotos, mas nunca esquecendo, nunca se perdoando. Casou-se virgem como sonhara, mas não com o homem que amava. Construiu uma família, teve filhos desse casamento, algumas vezes era feliz e outras se lembrava e pensava como seria se tivesse agora com seu amor e por isso seu casamento desmoronou, por esse motivo e vários outros. Cresceu profissionalmente, emocionalmente ainda se sentia presa e colocou seus sentimentos a prova. Reencontrou seu passado, provou do mel e do fel que isso representa e viu que perdeu anos de sua vida em ilusões, mas ela é acostumada a cair e levantar-se e de novo se amou mais que qualquer outra coisa e recomeçou do zero outra vez.

Kátia sempre fora impulsiva, agia sempre do modo que para ela fosse mais eficiente e não conseguia deixar nada para depois. Sua grande meta era ser mulher e se sentir amada, sentir prazer era algo que a fascinava. Por anos viveu uma vida dupla, era duas mulheres e uma bem diferente da outra. A primeira era aquela que todos deveriam e podiam conhecer e era também a que ela desejava preservar. Era mãe apaixonada por seus filhos, cuidadosa com a casa, amiga e esposa. A outra era o reverso, era ninfa que enfeitiçava, com uma identidade secreta, era a amante ardente, disponível pelas tardes, gostava do prazer que sentia e proporcionava horas de luxuria e prazeres. Apreciava a adrenalina que isso provocava nela e em seu amante, sabia que era infiel, mas não tinha opção, pois achava amar aos dois e não poder viver sem eles. Até que também fora traída e tomou a decisão de ficar onde se sentia mais protegida, com sua família.

Carolina quando pequena perdeu seu pai, fora criada por sua mãe, com ela aprendeu a ser forte e independente fez dos estudos seu tesouro, amigos ela os tinha e os cuidava com zelo, sempre fora amorosa. Por ter medo de ser abandonada como a mãe jamais se envolveu seriamente, teve seus amores, seus prazeres. A decisão de nunca se casar chocou sua mãe, mas querer ser feliz sem a dependência de um homem a atraia e as tantas atividades que tinha a completava. Sendo livre pode conhecer o mundo, fez inúmeras viagens, sua vida não conhecia a rotina dos afazeres domésticos, trabalhava duro em todos os sentidos para ser feliz e respeitada pela escolha que fez. Ficar sozinha.

Ester foi apresentada à igreja ainda bebê, sua dedicação exclusiva às obras religiosas a transformou em serva fiel, executando trabalhos voluntários, ajudando nas obras sociais e se um dia encontrasse o homem perfeito seria ali no templo que congregava. Elias a amou no momento que há viu, casaram-se rapidamente, aceitaram todos os filhos que lhe foram enviados, são almas irmãs, não mentem, não humilham um ao outro, se respeitam e se amam e acima de tudo são dedicados a Deus que os criou.

O amor é inerente a todas essas mulheres, de diferentes formas, mas importante e necessário para que cada uma seja o que decidiu ser. Não consigo ver uma forma correta, nem a mais virtuosa, nem a mais egoísta. Simplesmente o amor justificado por cada uma delas como sendo a forma que ela sabia, queria e amou.

O amor é o sentimento mais valioso, deveria trazer paz, alegria, jubilo, deveria embelezar o seu dia a sua vida, mas nem sempre é aceitável, permitido, entendido, compartilhado. Cabe a cada um de nós respeitar as varias formas em que o amor nos é apresentado.

E ser feliz!

E ser triste!

Quem sabe?

Sara Mel

12/11/2011

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Os comentários podem ser feitos no final do post. Beijuss


Sara Mel

Sara Mel

Jussara de Melo, escrevo nas categorias crônicas e poesia e espero utilizar esse espaço como forma de recuperar o romantismo, a sensibilidade e a formosura feminina que nós mulheres todas temos dentro de nós. Nos meus textos você encontrará: amor, desejo, emoção, fantasia, esperança e muita paixão.
Frase preferida: Antes de falar, escute. Antes de ler, pense. Antes de criticar, espere. Antes de orar, perdoe. Antes de desistir, tente.
E-mail: [email protected]
Sara Mel

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10 Comentários

  • Sara Mel

    Obrigada Nel…
    É verdade nós mulheres mudamos … e a cada momento uma pode ser mais forte que a outra na hora de decidir… o importante mesmo é que continuemos a acreditar que podemos ser feliz…
    Não apressando o curso do rio…ele corre sozinho!
    beijuss da sara ;)

  • ta para ver o amanhã né, pois hora sou uma e hora outra, quando o amor esta no seu alto nivel amo intensamente sem pensar no que sera amanha mas a dia em que quero um refugio mesmo que seje onde o amor não me encontra, a dias ainda que quero simplesmente viver da minha propria felicidade onde sou eu + eu e enfim quero ser completa assim…………………………….. mas continuo a querer ser todas elas sempre que poder pois umas completam as outras e as historias podem ter o mesmo personagem mas com certeza os percursos e decisões são diferentes,

    AMEI o post, parabens sara mel

  • Sara Mel

    Que bom que voltou Day…tava morrendo de saudades de você migaaaaaaaaaaaaa :)

  • Dayane Esli

    Muito parecida comigo Ester Sara….. Muito legal essa separação e visão de cada uma…
    Saudade de estar aqui!

  • Sara Mel

    Thaily…acho que a maioria de nós é como você também. Os momentos acabam influenciando nossas atitudes, as vezes optamos por ficar sozinhas por algum tempo, porém isso também tem seu preço nas noites frias de inverno hehehehe.
    Agora, estar ao lado de alguém em quem não possa confiar também não vale a pena.
    Então…acho que cada uma de nós podemos ter sim um pouco dessas mulheres, cada uma tem seu lado bom e ruim, não há o completamente certo ou o completamente errado, pois como julgar um coração?
    Obrigada por sempre estar presente em meus post
    beijuss da sara ;)

  • Thaily

    Acho que também sou um misto disso tudo… rs.
    Quando eu amo, sou como a Gabriela, quero tudo, quero hoje e quero pra sempre! Não sei me entregar pela metade… sou tudo ou nada… e gosto de me sentir amada, assim como a Kátia.
    Mas por causa dessa intensidade toda, com o tempo você fica com medo, e assim como a Carolina, se eu não encontro alguém que esteja na mesma sintonia que eu… prefiro ficar só com a minha companhia…
    É… para cada fase… uma face se revela… e a junção de todas elas faz o que eu sou. ;)

  • Sara Mel

    Bruna…acho que nunca somos mesmo um tipo fechado, como você disse hora uma hora outra. O importante é aprender né, nessas fases algo aprendemos e vamos mudando e vamos sonhando e acordando, despertando novos desejos, querendo, deixando, correndo e vivendo. É assim mesmo, complicamos o amor, temos acho até um pouco de medo dele, medo de se entregar e se machucar, se magoar ou ferir alguem…vai saber né!
    Importante é amar…a forma…bem a forma cada uma de nós escolhe a que melhor nos cae.
    beijuss da sara ;)

  • Bruna Farias

    Sarinha estou em crise!!! ….. pois nao consegui me indentificar com nenhuma delas…
    Acho que na verdade…. sou um pouco de cada..um misto de várias…mesmo ..uma em muitas…será que isso é bom?
    Eu realmente espero que sim… pois de cada uma tiro algo pra mim.. um tanto entregue e apaixonada..reflexiva…contida…impulsiva… independente..trabalho duro….apaixonada pelos filhos, ama o prazer… dedicada… enfim ..HUMANA e VIVA…
    Vejo em cada uma delas algo que ja quis em algum momento da vida.. quis ser e fazer …queremos sempre.. e como a vida é um ciclo..vivi cada ciclo desses ou quis viver..
    Sabe aquela frase…” a vida muda a gente o tempo todo”..
    São várias formas de amar e entregar.. se perder..se encontrar… magoar ..ser magoada…
    O amor é singelo …simples..nós que complicamos..nós que estragamos …. sentimento bom ..gostoso de sentir..tem que ser calmo e delicioso ,.. entregue à alguém que saiba e queira cuidar dele contigo…
    Mas tenho esperanças miga… um dia a gente acerta neh…. esperar…. com tranquilidade….e paciência e muita =) :*
    bjussss

  • Sara Mel

    Oi gabi, conheço muitas mulheres que como Carolina optaram por estar sozinhas. Aparentemente são mulheres felizes e realizadas, mas como você mesma disse: vai saber?
    Existe aquela velha frase “antes só que mal acompanhada”, ai que me pergunto: E as mulheres que desejam estar mal acompanhadas? O que faz essas mulheres permanecerem assim? Medo? Insegurança? vai saber?
    Vai saber!!! Na verdade cada qual sabe exatamente do que necessita, e não podemos julgar, não é mesmo? Claro que quando estamos de fora vemos claramente o que o outro não consegue ver, mas vai saber? se já não viu tanto que até se acostumou.
    O amor e suas formas, o bom disso tudo é que o amor é algo que você quando menos espera pode alcançar, de repente ele chega até você e quem sabe de Carolina você possa virar uma Ester, vai saber?
    beijuss da sara ;)

  • Oi, Sara! =)

    Apesar de ser Gabriela, meu perfil é mais parecido com o da Carolina. Mas eu fico a pensar se eu gosto da solidão ou se eu acostumei com ela, vai saber!!!

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