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Aqui todo mundo conhece todo mundo, todo mundo mundo gosta de falar mal da vida de todo mundo, mas todo mundo apronta e não deixa todo mundo saber… isto é quando todo mundo não descobre, e sai falando pra todo mundo: BEM VINDO A CIDADE DO INTERIOR!

Se oferecem boa qualidade de vida para as famílias, para você solteiro(a), viúvo(a) e divorciado(a), ela só serve para dormir. A modernidade das grandes cidades passa longe daqui!

Tive um parente que criticava todas ‘emancipadas’, falou horrores de mim quando me separei. Com sua passagem precoce para o outro plano – e não vou poupar a língua porque ninguém vira santo só porque morre –  vim a saber das suas infinitas traições enquanto vivo: justifica bastante o exagero do seu moralismo. Depois a família veio criticar a postura da esposa por curtir a vida de solteira antes mesmo do corpo dele esfriar! É vergonhoso admitir, mas esse moralismo se repete toda vez que um casal é separado pela morte: no interior, a gente tem que viver o luto por pelo menos uns dois, três anos no mínimo! Se esquecem que viúvo é quem morre!

O estigma das separadas é pior que das viúvas, que não tiveram escolhas, e por isso ainda arrumam maridos que as protegerão. Já nós, nós somos as piranhas que abandonaram maridos tão bons… então ninguém quer!


Aconteceu recentemente de um ente querido ser abandonado pela esposa. Minha língua afiada palpitou que ela deveria estar traindo, já que possui marido fiel, trabalhador, um super pai. Mas como toda história tem dois lados, e só vivendo no mesmo teto para deixarmos cair nossas máscaras, vai lá saber como era a vida íntima deles. Não a julgo, também quis largar tudo e fazer a minha história, e meus motivos não foram mais nem menos fortes que os dela. Por outro lado, as histórias se repetem, e sempre que uma das partes, do nada, e sem motivos justificáveis, pedem a separação, é porque um novo alguém já roubou seu coração…

Após um mês, minha teoria comprovada. Investigamos e descobrimos que este relacionamento se estende há quase um ano: encontros virtuais! Vocês podem achar preconceituoso mas o uso sem limites da internet  não combina com casamento: o casal já está afastado por conta da rotina, e no lugar do diálogo, cada um se enfia num computador, tão pertos e tão longe…um mundo virtual onde o novo é legal, e o proibido instiga.

Quando o divórcio aconteceu comigo, eu não tive apoio de pais, família, melhores amigos; eu só ouvia que eu era uma louca, mas isso eu já sabia. Na época, a situação estava insustentável, e eu via essa escolha como única saída.

Mas para meu espanto, depois de tantos anos,  uma verdade escancarada ao aconselhar uma amiga a não largar do marido pelo mesmo motivo meu. Deixa eu explicar, no seu caso vale a pena tentar porque ainda se tem amor…

Se por um lado meu ex tinha seus vícios, por outro ele era generoso, bom pai, e era meu dever preservar aquela família (como algumas esposas infelizes fazem!). Mas de que adiantava esses atributos se o principal não tinha? Em casa ele quem vivia cansado e com dor de cabeça, e para uma esposa não existe algo pior que ser desprezada!

Por isso, ao ter este insight, pela primeira vez fui sinceríssima comigo ao assumir que, se tivesse sexo todos os dias – como sempre sonhei – eu não me incomodaria ‘tanto’ com a embriaguez constante dele, e assim, talvez estivesse vivendo até hoje meu ‘infelizes para sempre’!

AINDA BEM que Deus escreve certo por linhas tortas! Reconheço que essa escolha teve um preço alto (perdi amizades, diminuí muito meu padrão social e dos meus filhos) mas por outro lado, tive a oportunidade de crescer como ser humano; e como mulher, pude pela primeira vez desfrutar das delícias do sexo, experimentar todas fantasias imagináveis e inimagináveis e causar muita inveja nas amigas por isso… kkkk… além de desejar e ser desejada, e finalmente, amar e ser amada.

Claro que não foi tudo mar de rosas, também errei, e feio; entre muitos erros, na época eu apostei o que tinha e o que não tinha num negócio, criei um blog para divulgá-lo, e com o elevado número de acessos achei que eu poderia ser a nova Dercy Gonçalves, falando aberta e escrachadamente de sexo, radicalizando minha cidade pacata, que seria obrigada a me engolir! Mas aqui só consegui reprovação da maioria, meus fãs e leitores eram mais modernos, de lugares distantes, e meus clientes, de cidades vizinhas… e  antes mesmo de um reconhecimento (naquela época não tinham lançado “Os 50 tons de cinza”), ganhei um estigma que na época não pude suportar, e somatizado com outros problemas seríssimos, decidi abandonar tudo. Cheguei a pensar que “Deus” poderia me ajudar a ser uma mulher comum, que faz coisas comuns, ou que finge gostar de fazê-las.

mulher do interiorPor quase dois anos eu sofri sem entender quem estava me tornando. Dá para imaginar que durante esse tempo privei meu vulcão de entrar em erupção? O resultado disso foi um sofrimento extenso e intenso, porque jamais podemos lutar contra nossa essência, aquilo que definitivamente somos. Mas eu achei que poderia mandar minh´alma se calar e aceitar este novo lugar, que jamais reconheci como sendo meu.

Foi quando aflita, desejei que minha Fênix renascesse novamente. Para quem não sabe, eu tenho ela tatuada nas costas, e a fiz em reconhecimento ao Universo, que sempre me coloca a prova, e toda vez que ela queima, ressurge uma nova Tatiana; dessa vez ela demorou, mas porque eu não estava no meu tempo, precisava passar por tudo isso para novamente me amar e me aceitar como definitivamente sou.

Finalmente ela esta aqui, “não tão linda, nem tão leve, mas totalmente solta”! Por  isso- e por tantas – que nunca me arrependo das minhas escolhas, é grande o aprendizado, e a minha Fênix reaparece esplêndida, estupenda demais para um povo do interior.

Tenho amigas e clientes que assumem me invejar, mas frágeis, preferem viver a Síndrome da Gabriela. É que cidade de interior é assim mesmo, as pessoas gostam de viver em paz, tipo família doriana, fingindo ser o que não são.

Acho hilário eu ser julgada e depois saber das histórias imundas desse povo, e não que sejam imundas, porque no fundo, todo mundo gosta de uma putaria, e não porque precisam assumir, só não precisam ser moralistas, fariseus. Disfarçar o que está escancarado? Se esqueceram que moram no interior, onde todo mundo sabe da vida de todo mundo?

Não que eu seja tão moderna, mas em cidade grande não tem disso: casais frequentam swing, divorciam-se, casam-se com cunhada, quando não, se assumem homossexuais… ou seja, cada um tem o livre-arbítrio de escolher o que quer para si. Já no interior, se você é casado, até pode cometer deslizes. Agora, se você é o traído, você tem a escolha de dar uma coça na sua esposa e depois pode perdoar o chifre e ainda volta a beber cerveja com o amigo que ajudou a colocá-lo. Já as mulheres emancipadas, se não seguem o modelo dito pelos scrips, é excluída. Separada só é salva se convertida, pois essas coisas da carne vai sempre ser coisa do diabo a nos atentar.

Então para continuar sendo uma boa cidadã e mãe de família, em primeiro lugar você precisa mais que tudo, aceitar Jesus e ir às missas ou aos cultos dos domingos; em segundo, jamais pensar em viver sua mulher interna (e esse preconceito tenho na família mesmo) : uma tia torta me criticou esses dias por ser mãe de três filhos e querer ficar transando! Tudo porque desabafei que estou cansada, que só trabalho e cuido de filhos, que não aparece homens interessantes, então vou virar uma ordinária com todos eles.

Meu irmão e primo me defenderam, disseram que são papéis diferentes, mas não adianta argumentar, ela é da geração que acredita que prazer só não é coisa do diabo se praticado com o marido (como se o sexo só servisse para fazer criancinhas mal educadas). Se o fosse, como Deus permitiu que nosso corpo tivesse tantos pontos sensíveis, que nos proporcionam prazeres imensuráveis, e que ainda faz a gente gozar no final? Ele seria maldoso demais nos mantendo sempre atentados!

Na própria Bíblia, em Cântico dos Cânticos, encontramos:

 “[…] como são deliciosas as suas carícias minha namorada, minha noiva” – e para justificar que o sexo não pode ser praticado antes do casamento, afirmam que a esposa continua sendo namorada…ah tá – o seu amor é melhor que o vinho…os seus lábios têm gosto de mel, sua língua é como leite e mel…eu estou tremendo. Você me deixou ansioso para amar…seu umbigo é uma taça onde não falta vinho, sua cintura é como um feixe de trigo cercado de lírios. Você é tão graciosa como uma palmeira; seus seios são cacho de tâmaras, cacho de uvas…”.

Será pois o sexo tão pecaminoso assim?

Mas voltando às mulheres do interior ‘divorciadas’, somos um risco para a sociedade… Será que os mesmos homens que dormem entre as pernas cobiçadas das divorciadas, temem que estas influenciem suas esposas, e por isso nem amigas das casadas podemos ser?

É um absurdo, mas esse tipo de coisas acontecem ainda aqui. Qual o medo? Será porque nossas amigas casadas se espelharão em nós e declararão emancipação aos maridos xucros? Sim, elas nos vêem felizes sem cabrestos, por quê elas também não serão?

Merecendo ou não, aqui sempre seremos mal vistas, mal faladas, até muitos dos nossos amantes não nos assumirão!  Mas engraçado, todo mundo quer comer… mas só comer. Mais uma vez a vida mostrando que somos areia demais para o caminhão dos homens daqui (reconhecendo que em toda regra tem exceção).

Então que venham os Homens de ‘tão, tão distante’  nos tomar como mulheres e nos reconhecer como realmente merecemos.

Porque se aqui nasci, aqui não me pertenço não! Minh´alma é grande demais para um lugar tão pequenino e mediucre… Eu hein!!!

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comentários

Tati Daniel

Mulher bombril, mãetorista, consultora sensual e graduanda em psicologia

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    Você tem razão Luiz, o problema está nas pessoas. É que a correria das cidade grande, a falta de tempo em cultivar a 'boa vizinhança', faz com que as pessoas não se aproximem, portanto, falar mal como se nem conheço? Existe de certa forma mais liberdade…
    Eu pago um preço alto por viver minha verdade, mas você tem razão, foi um desabafo. Eu não me incomodo se falam de mim, mas fico triste quando vejo meus filhos pagando o pato… e olha que nem assim estou disposta a agradar os outros e mudar meu jeito.
    Enfim…obrigada pelo comentário!!!

    Concordo plenamente Tati e sei bem oque isso significa também, ja sofri muito preconceito por ser separada ter dois filhos aquela história toda que da até ânsia, parece que porque fizemos uma escolha errada na vida temos que abraçar essa "CRUZ" e morrer com ela…É triste a gente pensar que em pleno ano de 2013 onde muitas pessoas se dizem modernas e "sem" preconceitos ainda rotulam tanto as pessoas e o pior dentro da nossa própria família é onde mais somos julgadas….Hoje vivo muito feliz com meus filhos e com a vida que escolhi pra mim, tenho um namorado maravilhoso (Excessões existem) e as puritanas que me julgam só espero que algum dia elas sejam capazes de experimentar e se deliciar tantas sensações e desejos como eu.

    Entendo seu desabafo, você tem todo o direito!
    Agora o problema não é o interior ou a cidade grande. O problema são as pessoas.
    Como um grande mestre sempre me diz " Quer ser feliz ou ter razão?".
    A escolha pela felicidade poucos tem coragem de fazer, agora se você tem a decência de fazer, parabéns. Trilhe seu caminho, com sucesso a cada dia!

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