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O CM deveria voltar às origens, focando-se mais em relacionamentos, artigos, opiniões masculinas e respostas, deixando de ter um conteúdo tão diversificado?

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Arquivo para a Categoria ‘Crônicas do Coração’

Nunca esteve tão só.

Nunca esteve tão longe de si mesma.

E nunca soubera o motivo.

Há coisas que jamais serão ditas pela pessoa que nos ama, nunca.

Há coisas que jamais diremos a pessoa que amamos, nunca.

E estar mergulhada nesse silêncio é sufocante.

Marjorie desejava sair, queria livrar-se, precisava escutar-se, necessitava falar, expressar seus desejos.

Onde ele estaria agora?

Em que lugar ela deveria estar?

O silêncio completo nos ensurdece. Ficamos tão acostumados com a ausência de som que deixamos de escutar a nós mesmos. Marjorie queria falar, dizer o que estava sentindo, buscava em outros ouvidos oportunidades para vomitar seus lamentos. Expulsava aquele sentimento com estranhos, na falta dele, outros serviriam.

Mas ela sabia que isso jamais bastaria, ela necessitava também ouvi-lo, a distancia se torna um problema quando a aceitamos como desculpa e estar longe para Marjorie era estar mudo.

Ela não o perdoaria pelo silêncio, não se compadeceria, ele a fizera sofrer, puniria seu amor com seu silêncio também, seria implacável, nenhum ruído produziria, estaria inatingível. Quando jogasse o mesmo jogo.

Por quantas vezes Marjorie fingiu chamá-lo, dizia para si mesmo o que ele jamais ouviria, era loucura disfarçada de monologo, justificara para si mesma seu próprio silêncio.

Falta de coragem?

Talvez.

Nem sempre Marjorie se sentia bem cedendo, era difícil assumir o amor, não desejava ser fraca, como assumir que perdera a razão, como admitir que não suportava mais a ausência daquela voz.

No jogo do amor ganha quem menos ama. Quem não sente o desejo consumindo sua alma, quem carece de sentimentos, quem joga apenas competindo, sem importar-se com o adversário.

E ela estava exausta, desarmada, entrincheirada nas armadilhas que não mais distinguia; seu oponente era cruel, calculista, estrategista frio.

Marjorie pensara em todas essas possibilidades, tinha certeza de sua derrota, ele a vencera dessa vez. Ela estava parada, estagnada, esperando em silêncio que ele a chamasse.

Silêncio repetia Marjorie.

Silêncio…

Silêncio.

Sara Mel

06/09/10

sara@cerebromasculino.com

SUGESTÃO DE VIDEO: Olá, o vídeo que acompanha este texto foi escolhido, pois contém uma letra muito forte e uma ótima melodia. Eu espero que gostem. Beijuss Sara mel

Priscila, esse era o nome que usava quando estava se divertindo com os homens, aqueles seres atraentes e necessários para que ela pudesse esquecer o único que a fizera sofrer, escolhera esse caminho por achar que desse modo não se sentiria tão só, tão desprezada. No fundo sabia que esses momentos de prazer duravam apenas o tempo necessário para saciar-se. Para enganar seu corpo sedento de amor.

Em cada pele que toco,

Sinto diferentes arrepios,

Mas na monotonia de um toque,

Está você.

Quando Priscila encontrava o corpo perfeito, o sorriso disponível, os movimentos adequados, não pensava duas vezes e arremessava-se sobre seu próximo brinquedo. Era assim que ela os via, como um jogo. Jogava e ganhava sempre, nunca se envolvia. Permitiam-se várias caricias todos os toques, menos o beijo terno que só a ele ela dispensava.

A caricia pele a pele,

Pelo a pelo,

Unhas encravadas… Marcas castigadas,

Você no meu peito,

Eu em você

Ela sabia que podia estar com qualquer um, a qualquer momento, quando desejasse saciar sua fome de poder, quando quisesse suprir suas necessidades de mulher rejeitada, esquecida. A sensação que tinha é de nunca poder parar com aquilo, sabia que nada mudaria. Que não se arrependia dessa forma que encontrou de ser amada. Tinha consciência que não eram sentimentos que os mantinham juntos, mas fazia isso para continuar se mantendo sóbria. Dos vícios esse era o menor em sua
opinião.

E quando toco outra pele,

Tantas reações diferentes,

Tantas cores pálidas, escuras,

Tua pele em mim,

Tão diferente tão pura.

Mas Priscila sabia ser outra quando estava com ele, sabia ser menina, leve, solta. Apreciava o dia, se entregava ao sol, corria pela areia, construía sonhos, fazia planos. Era mulher como quase todas as outras, com medos, ciúmes, inseguranças e apaixonada.

E amamos, tocamos,

Pele tingida pelo sol,

Pele iluminada pela lua,

Corpos roliços, mentes vazias,

Sentidos perdidos.

No fundo ela não admirava a Priscila que era. A sombra que caminhava vagarosa pelas noites. Existiam dentro dela duas mulheres que se gradeavam constantemente. Uma teria que ficar para que a outra agisse livre. Nunca poderiam se encontrar num mesmo corpo, num mesmo lugar.

E toco, amando a sua pele,

Pele macia, áspera, limpa,

Sinto ainda êxtase,

E toco a espuma da tua carne carnuda,

Pra ver se é tua,

A pele, o corpo,

Que rasgo com unhas.

Sara Mel

Agosto/2010


Ela deveria esperar pacientemente como todo mundo estava fazendo agora, deveria acreditar nas desculpas que ouvira como todos acreditaram calar-se e aguardar que ele regressasse daquele triste torpor que o impedia de ser visto, aquela dor que consumia seu ser que enfraquecia sua vida.

Ela poderia esperar inerte, rogando que os céus o protegera de tanto sofrimento, deveria acreditar que apenas isso seria suficiente para trazê-lo de volta, mas não foi.

Ela desejava ser sua amiga agora, ajudá-lo a superar, afagá-lo, escutar seu sofrimento, Marjorie estava disposta a errar de novo, ela o amava demais.

Seria então a mãe que ele perdera a genitora substituta daquele homem amargurado, que não compreendia aquela dor, cuidaria dele com amor maternal, o aconselharia, estaria ao seu lado sem perguntas, sem exigências, ele a agradeceria.

Isso foi o que Marjorie pensou, mas não o fez. Ela retrocedera a tempo, no exato momento em que parou de pensar apenas nele e voltou a pensar nos dois. Sabia enfim que não conseguiria resolver os problemas dele.

Mas ela era determinada, haveria outra forma de ajudá-lo, sem que para isso tivesse que ela própria ser também infeliz. Existia dentro de si um ser que pulsava de amor, que ansiava doar-se e em nome desse sentimento resolveu agir.

Escreveria uma simples carta. Não pense serem essas linhas escritas, linhas de amor. Não; eram muito mais que isso, eram palavras de gratidão, admiração. Sentimentos que ela nutrira por ele e nunca os disse.

Esperava que essa forma simples o acalmasse, o fizesse forte outra vez. Ela lembrara como era altivo aquele homem agora tão parecido com um menino. Estava com medo, o futuro o amedrontava.

Os dias passam lentos quando sofremos a angustia da demora, esperaria calmamente agora, respiraria os segundos como se minutos fossem, aguardaria quanto tempo fosse necessário que ele regressasse, e não importava que não fosse para ela, bastara que voltasse para a vida.

Sara Mel

18/07/2010

Marjorie sabia que se fosse inteligente o suficiente se afastaria. Aquele homem a perturbava e roubara seu coração. Era uma menina ao seu lado, sofria ao admitir isso.

Era um gato veloz que a rodeava constantemente e depois a prendia em suas garras afiadas.

Era isso, era assim que ela pensava, suas garras as mantinham ali fixa em suas idéias; suas garras atraiam seu corpo hipnotizado à espera de seu abraço; um abraço felino.

Seu olhar noturno adormecia os seus sentidos, aguçava seus desejos, entorpecia a sua razão. E ele apenas ali, imóvel, sóbrio; atraindo a presa que ela desejava ser. Era tão duro e tão manso; mal quando deveria ser bom e suave quando deveria ser fel. E por não conhecê-lo, o amava tanto.

Era imprevisível. Quando Marjorie pensava que seria abandonada, ele a enlaçava; quando queria ser protegida, ele a deixava só. Era mais que amor o que sentia, muito mais que desejo, bem mais que paixão, ela dependia dele para respirar.

Quando ela fugia ele a buscava, quando afastava seu olhar ele a fitava, quando seus lábios se fechavam, ele os possuía.

Controlava seus pensamentos, possuía suas emoções, ora era céu, ora era inferno. E Marjorie não lutava, no fundo não queria vencer aquela batalha, desejava sua pele, queria tocar o seu suor, possuir o seu coração. E quando se sentia perto o suficiente ele sumia.

E como um gato partia, seu andar era enigmático. Silenciosamente deixava-a ainda mansa e sonolenta. Imóvel na vitrine que ficava exposta com seus desejos saciados. Ronronava e caminhando vagarosamente fugia.

Mas Marjorie sabia que os gatos sempre voltam. Ele voltaria com apetite, com seus olhos felinos, para repousar e comer da sua comida preferida: O prazer que só ela oferecia.

Sara Mel.

Ele já não suportava estar ali, aquela união o sufocava e ela não o libertaria sem que dele fosse tirado tudo o que tinha, eram tantos anos de permanência forçada que ele seria perdoado, seria livre da maneira que sabia ser, ele a obrigaria a sofrer, ficariam juntos por mais um tempo, faria da rotina familiar o fel amargo que todo homem toma quando não consegue se libertar.

Há tantos momentos de solidão,

Quando o desejo substitui a dor,

Onde se navega por sombras longínquas,

E se perde em um corpo qualquer.

Marcos já não sabia como ser sóbrio, precisava daquela fuga para continuar se sentindo bem. Sabia que se maltratava, que perdia muito de si naquelas madrugadas solitárias com seu copo como companheiro. Via nos olhos embriagados e vermelhos de outros homens os seus próprios, mas já perdera o controle dele mesmo, o vicio já o dominara. E a culpa era dela.

Ah… A solidão que invade a mente dos fracos,

Quando perdemos o retorno,

Não há cura para a bebedeira,

Nem mais sobriedade.

Estava só em sua própria casa, seus amigos não compreendiam porque ficava assim, não tomava atitude, de certa forma ele era dominado, o dominava o medo de recomeçar, de criar tudo de novo, de redescobrir se. Ele tentava refugiar se em seu trabalho, ali se mantinha sóbrio, ali era feliz. Era dono de sua própria existência, sua alma era poeta e o mantinha feliz naquele lugar. Naquele lugar ela não o dominava.

Saber viver só é ser criativo,

Inventar os momentos,

Conversar com personagens imaginários,

Ser poeta pelo menos uma vez.

Pior é quando ele se lembrava de tudo o que perdeu, em fotos amareladas pelo tempo estampada a imagem da mulher que amara, que amava ainda. Bebia também para esquecê-la, bebia para punir-se e tentar morrer, era o último estagio da sua podridão. Precisava de ajuda, mas ela não o ajudaria, não queria poluir sua vida limpando a sujeira que ele próprio produzira e a viu se afastar.

Ouvir o passado em tons menores,

Fotos amareladas pelo tempo reviver,

Beber, amargurar-se, tentar morrer,

Envenenar a solidão e se tornar podre.

Mas o tempo também estabelece fronteiras, ele ainda tinha uma escolha, talvez a última. Deveria espelhar-se na única criatura que o manteve bom, deveria voltar a ser o que ela um dia amou, ainda era possível, dentro dele ainda existia aquele jovem que sabia caminhar ereto, orgulhoso. Sabia que ter várias mulheres não mais o saciava, sabia que o copo já não o alimentava. Sentia falta do homem que era e resolveu parar, resolveu mudar. Queria e seria melhor, não só para quem o cercava, seria melhor para si mesmo. Ela o ajudou se afastando muito mais que estando perto.

Mas se olhar a Lua,

Verá que sozinha consegue brilhar,

Quando o sol amante ardente,

A deixa na noite refletindo o mar,

Para dar a ela o seu devido lugar.

Sara Mel

sara@cerebromasculino.com

Olá leitoras,
Para a coluna Crônicas do Coração de hoje, selecionei um texto que gostei muito e realmente concordo.

Nos dias atuais, quantos casais existem que se amam, mas deixam sempre pra depois? Esperam que o outro te procure? Que algo mágico aconteça, mas na verdade, a única coisa que estão fazendo é perder tempo?

Tempo, que nunca mais voltará. Que poderiam estar aproveitando juntos e construindo um futuro. Mas não, sempre preferimos deixar o tempo resolver, o tempo tudo resolve, certo? ERRADO! O tempo é uma das únicas coisas que não volta. E o tempo perdido jamais será recuperado.

Segue o texto:

“Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida.
Se os olhares se cruzarem e, neste momento,houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.
Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d’água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.
Se o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente: O Amor.
Por isso, preste atenção nos sinais – não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: O AMOR.”
Carlos Drummond de Andrade

Um beijo,

Doutor Neurônio

Ressuscitando a seção Crônicas do Coração, selecionei um texto que gostei muito, de Arnaldo Jabor.

Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas e saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.
Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos “personal dance”, incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?
Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão “apenas” dormir abraçados, sabe essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega. Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção.

Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a “sentir”, só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.
Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos ORKUT, o número que comunidades como: “Quero um amor pra vida toda!”, “Eu sou pra casar!” até a desesperançada “Nasci pra ser sozinho!” Unindo milhares ou melhor milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.
Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa.
Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega.

Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí?
Seja ridículo, não seja frustrado, “pague mico”, saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso à dois.
Quem disse que ser adulto é ser ranzinza, um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: “vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida”.

Antes idiota que infeliz!

Olá,

É com pesar que informo a saída de Alex Paranhos da equipe de autores do Cérebro Masculino.  Somos gratos pelo tempo dedicado ao blog, seus excelentes posts e desejamos toda a sorte nos seus futuros projetos.

São os desejos de toda a equipe do CM.

A DESPEDIDA DO AMOR

Martha Medeiros

Existem duas dores de amor:

A primeira é quando a relação termina e a gente, seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva, já que ainda estamos tão embrulhados na dor que não conseguimos ver luz no fim do túnel.

A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.

A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços, a dor de virar desimportante para o ser amado. Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida: a dor de abandonar o amor que sentíamos. A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também…

Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou. Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém. É que, sem se darem conta, não querem se desprender. Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir, lembrança de uma época bonita que foi vivida… Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual a gente se apega. Faz parte de nós. Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo, que de certa maneira entranhou-se na gente, e que só com muito esforço é possível alforriar.

É uma dor mais amena, quase imperceptível. Talvez, por isso, costuma durar mais do que a “dor-de-cotovelo” propriamente dita. É uma dor que nos confunde. Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, que nos colocava dentro das estatísticas: “Eu amo, logo existo”.

Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente…

E só então a gente poderá amar, de novo.

A ESCOLHA DO SEU PAR

Stephen Kanitz

“Nos bailes, as mulheres faziam um verdadeiro teste psicológico, físico e social de um futuro marido e obtinham o que poucos testes psicológicos revelam”

Há trinta anos, os adolescentes encontravam o sexo oposto em bailes de salão organizados por clubes, igrejas ou pais responsáveis preocupados com o sucesso reprodutivo de seus rebentos.

Na dança de salão o homem tem uma série de obrigações, como cuidar da mulher, planejar o rumo, variar os passos, segurar com firmeza e orientar delicadamente o corpo de uma mulher. Homens levam três vezes mais tempo para aprender a dançar do que mulheres. Não que eles sejam menos inteligentes, mas porque têm muito mais funções a executar. Essa sobrecarga em cima do homem permite à mulher avaliar rapidamente a inteligência do seu par, a sua capacidade de planejamento, a sua reação em situações de stress. A mulher só precisa acompanhá-lo. Ela pode dedicar seu tempo exclusivamente à tarefa de avaliação do homem.

Uma mulher precisa de muito mais informações do que um homem para se apaixonar, e a dança permitia a ela avaliar o homem na delicadeza do trato, na firmeza da condução, no carinho do toque, no companheirismo e no significado que ele dava ao seu par. Ela podia analisar como o homem lidava com o fracasso, quando inadvertidamente dava uma pisada no seu pé. Podia ver como ele se desculpava, se é que se desculpava, ou se era do tipo que culpava os outros.

Essa convenção social de antigamente permitia ao sexo feminino avaliar numa única noite vinte rapazes entre os 500 presentes num grande baile. As mulheres faziam um verdadeiro teste psicológico, físico e social de um futuro marido e obtinham o que poucos testes psicológicos revelam. Em poucos minutos conseguiam ter uma primeira noção de inteligência, criatividade, coordenação, tato, carinho, cooperação, paciência, perseverança e liderança de um futuro par.

Infelizmente, perdemos esse costume porque se começou a considerar a dança de salão uma submissão da mulher ao poder do homem, porque era o homem quem convidava e conduzia a mulher.

Criaram o disco dancing, em que homem e mulher dançam separados, o homem não mais conduz nem sequer toca no corpo da mulher. O som é tão elevado que nem dá para conversar, os usuais 130 decibéis nem permitem algum tipo de interação entre os sexos.

Por isso, os jovens criaram o costume de “ficar”, o que permite a uma garota conhecer, pelo menos, um homem por noite sem compromisso, em vez de conhecer vinte rapazes numa noite, também sem compromissos maiores.

Pior: hoje o primeiro contato de fato de um rapaz com o corpo de uma mulher é no ato sexual, e no início é um desastre. Acabam fazendo sexo mecanicamente em vez de romanticamente como a extensão natural de um tango ou bolero. Grandes dançarinos são grandes amantes, e não é por coincidência que mulheres adoram homens que realmente sabem dançar e se apaixonam facilmente por eles.

Masculinizamos as mulheres no disco dancing em vez de tornar os homens mais sensíveis, carinhosos e preocupados com o trato do corpo da mulher. Não é por acaso que aumentou a violência no mundo, especialmente a violência contra as mulheres. Não é à toa que perdemos o romantismo, o companheirismo e a cooperação entre os sexos.

Hoje, uma garota ou um rapaz tem de escolher o seu par num grupo muito restrito de pretendentes, e com pouca informação de ambas as partes, ao contrário de antigamente.

Eu não acredito que homens virem monstros e mulheres virem megeras depois de casados. As pessoas mudam muito pouco ao longo da vida, na realidade elas continuam a ser o que eram antes de se casar. Você é que não percebeu, ou não soube avaliar, porque perdemos os mecanismos de antigamente de seleção a partir de um grupo enorme de possíveis candidatos.

Fico feliz ao notar a volta da dança de salão, dos cursos de forró, tango e bolero, em que novamente os dois sexos dançam juntos, colados e em harmonia. Entre o olhar interessado e o “ficar” descompromissado, eliminamos infelizmente uma importante etapa social que era dançar, costume de todos os povos desde o início dos tempos.

Se você for mãe de um filho, ajude a reintroduzir a dança de salão nos clubes, nas festas e nas igrejas, para que homens aprendam a lidar com carinho com o corpo de uma mulher.

Se você for mãe de uma filha, devolva a ela a oportunidade que seus pais lhe deram, em vez de deixar sua filha surda, casada com um brutamontes, confuso, insensível e idiota.

Stephen Kanitz é administrador por Harvard (www.kanitz.com.br)

Extraído do site: http://veja.abril.com.br/271004/ponto_de_vista.html


A INTIMIDADE PRECISA SER BEM CUIDADA

Lícia Egger Moellwald

consultora na área de Treinamento Corporativo e

doutoranda em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP.

Os tempos mudaram, é verdade, mas a idéia de um casal (jovem ou velho), com compromisso sério ou nem tanto, ser displicente com aparência na intimidade é muito triste.

De modo geral, tanto homens como mulheres, no início de seus relacionamentos, costumam dar “aquela caprichada” no visual.

Eles não poupam esforços para ficar mais atraentes. Nessas horas vale tudo: roupas íntimas novinhas, depilação em dia, perfume, sabonete cheiroso. É o momento do investimento.

As mulheres não fogem a regra, até as que podemos definir como  “mais desencanadas” querem no fundo sentir-se atraentes.

Batom, rímel, lingerie ousada, sapatos de salto, perfumes, qualquer coisa é útil quando se está interessada em alguém.

O gostoso disso é que somos todos iguais. Afinal, a preocupação com a estética faz parte do jogo da sedução.

Com o tempo, à medida que aumenta a intimidade,  a relação vai perdendo a cerimônia e diminui a preocupação do casal com a estética.

O difícil é entender que se isso faz parte da vida, para que tanta propaganda, métodos e produtos para melhorar a aparência? Será que é só para dar conta dos “sem-compromisso”?

Pouco provável. A intimidade que traz conforto para o espírito, sentimento de proteção e mais um monte de coisas boas para o relacionamento, pode também ser a grande vilã em muitos momentos.

A maioria das mulheres, quando deixa uma relação estável, precisa refazer sua gaveta de roupas íntimas.  Em geral, só tem peças gastas e sem charme.

Com os homens é a mesma coisa. Será que é preciso esperar uma separação, para que eles comecem a dar importância para aparência, comprar roupas  novas e entrar em dieta?

Apesar de estranho, a intimidade faz os casais perderem o pudor, até que passam a ficar em casa de qualquer jeito. Aceitar que isso acontece, passa a significar uma prova de amor, mas não é.

De alguma forma, os casais se esquecem do que faziam antes para agradar o companheiro. Esquecem dos banhos intermináveis, de escovar os dentes toda hora para ficar com o hálito fresquinho e de andar sempre cheiroso.

Quem acha, que pensar nisso é bobagem, pode acabar levando um grande susto. Com medo de ofender, nem sempre o parceiro fala o que pensa. Aí um dia, sem mais nem menos, recebe um comunicado:  ”Fui”.

Para quem acha, que vale a pena mudar o final do filme, é bom estar sempre pronto para uma alteração de roteiro. Para isso, seguem algumas dicas:

• Relação nenhuma sobrevive a bafo de onça, chulé, cecê e outras coisitas mais: A higiene pessoal tem que estar sempre em dia. Vale a pena gastar com sabonete, desodorante, pasta de dente e etc. Afinal, nesse roteiro, nada tem hora para acontecer.

• Roupas íntimas sempre em dia. Alças, calcinhas ou cuecas: largas, manchadas, encardidas, judiadas ou sem combinar devem ser jogadas no lixo. Só para lembrar, dizem as más línguas que os homens detestam lingerie bege.

• Se trocar de roupa para ficar em casa, não vista a mais velha, furada ou super larga!  Coloque uma confortável, mas que lhe caia bem. Imagine que um ex-namorado ou uma ex-namorada pode a qualquer momento tocar a campainha. A última coisa que qualquer um ia querer ouvir é: “Nossa, ainda bem que não deu certo”

• Preserve a sua intimidade: Usar o banheiro os dois ao mesmo tempo, só se for para tomar banho junto ou passar creme no corpo, para as outras coisas, o melhor é fechar a porta.

• Quem usa camiseta ou pijama para dormir, cuidado, com o tempo, o que era uma graça fica um terror:  Mulheres com mais de 30 anos de pijama com motivo infantil ou homem com o pijamão xadrez não estão livres de receber um PT (Perda Total) do companheiro. Não precisa cair no sexy, as lojas estão cheias de pijamas confortáveis e modernos.

De resto, é sempre bom lembrar: Para que dure, uma relação precisa além do amor e respeito, de uma boa pitada de sal. Use bem a intimidade e divirta-se!

Amor

Duvida da luz dos astros,

De que o sol tenha calor,

Duvida até da verdade,

Mas confia em meu amor!

(Hamlet – Shakespeare)

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O filho está vendo televisão e se levanta para pegar um refrigerante na geladeira. Nisso, a mãe grita de longe:

- Filho, pega uma Coca para mim, por favor…

O filho responde:

- Mãe, só tem uma!

Este texto foi o vencedor em um concurso de redação, em que o tema era igual ao título..

Quero mostrar que não importa quando, como ou porque, este tema é e sempre será gratificante e às vezes, até engraçado, como no caso contado.

Este sentimento pela mãe ultrapassa qualquer limite. Não importa quem seja sua mãe. Uma atriz, uma lavadeira, uma executiva, uma servente, uma engenheira, uma ceramista, uma santa, uma mundana, um exemplo de honestidade, uma trambiqueira…

Sei que, infelizmente, temos casos e exemplos totalmente contrários, com filhos maltratando e até tirando a vida de suas mães, mas não é este o mundo de que quero me vangloriar. Prefiro ficar dentro dos tipos normais, que me envolver com estereótipos ou psicopatas.

Não tenho dúvidas que há mães que não merecem a nossa menor consideração. Podem até não merecer, mas temos que dar.

Afinal, quem é este ser que tanto nos influencia?

É aquela que um dia gerou um óvulo, que foi fecundado, se tornou um embrião, cresceu e virou feto, nasceu e lá estávamos nós. Indefesos, totalmente à mercê daquela que nos daria tudo o que precisávamos, nos primeiros dias de vida, desde o carinho ao leite materno que ela mesmo gerava.

Já notaram que racionalmente falando, a maternidade é garantida, já a paternidade, não. A paternidade envolve confiança. Mas, hoje em dia, se não houver, há o DNA e tudo se resolve. Tempos modernos…

Tenho mãe. Uma senhora de 88 anos. Velhinha, lúcida, esperta, exigente, amiga, ativa, carinhosa, briguenta, cismada, desconfiada, enfim, tudo o que qualquer pessoa poderia ser, só que esta é a minha mãe.

É para você, minha mãe, a quem dedico estas linhas. A você e a todas as nossas leitoras, as mães de maio, mês das mães.

A você, mãe, quero agradecer, por tudo o que sou. Por tudo o que me deu e pelo que deixou de dar. Pelo homem em que me transformou, pelos momentos juntos ou afastados. Pelas felicidades, alegrias e tristezas. Por tudo, por ser seu filho. Por poder dizer de coração aberto e em alto em bom som que sou fruto seu, sua cria, seu sangue e seu filho que a ama e a quer muito.

Seja feliz, mamãe!!!

erfil do orkut (recém criado): http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=6153601257327704676

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Conselhos

Quando há a separação é importante que ela seja não somente de corpos.

Artigos

O artigo explica as diferenças entre uma mulher fácil e uma que toma a iniciativa, segundo o cérebro masculino.

Moda

Apresentação da autora de moda: Fernanda Lustoza.

Maquiagem e Beleza

Saída do autor Douglas Guerra.

Sexo

O artigo mostra como os homens veem o sexo e o que desejam de suas parceiras.

Sabor a Dois

Nhoque com molho de gorgonzola feito 100% em casa.

Cultura

Antes de mais nada, quero agradecer a todos pelas boas-vindas e comentários. Mas vamos ao primeiro post de verdade… Música… Sou reconhecidamente uma das pessoas mais chatas do mundo quando o assunto é esse. Tenho meus gostos, e até ouço coisas que não gosto quando não tenho outra opção, mas por favor, não tente me [...]

Crônicas do Coração

Texto que fala sobre a terrível angustia que nós mulheres sentimos quando aquele ser que amamos NÃO TELEFONA.

Irritando seu Homem

Doutor Neurônio explica uma das formas mais comuns de irritar seu homem.

Papo de Mulher

O artigo fala sobre a odisséia de morar sozinha

A Bóia da Bóia

Despedida do autor Pedro Lino.

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