Arquivo para a Categoria ‘Problemas conjugais’
Primeiramente parabéns pelo site!
Bom, eu e meu namorado brigamos bastante, para falar a verdade esse bastante quer dizer que é todo dia, e no mínimo 5 brigas por dia . Nós namoramos há 7 meses e nesse tempo ja terminamos e voltamos várias vezes, várias vezes mesmo! Tem semanas que a gente termina pelo menos 4 dias na semana. Eu tô me sentindo cansada disso tudo, certas vezes sinto um nojinho dele e eu não quero sentir isso por ele.
Ultimamente nós estamos sem nos falar isso já faz 4 dias, mas ainda estamos namorando, :s mas não estamos nos falando, nem se encontrando nem nada. Esta tipo cada um pro seu lado ,’sabe? Isso porque nós brigamos há alguns dias atrás e ele não veio atrás e nem eu fui, então ele está esperando por mim e eu por ele. Eu só não vou atrás dele porque ele é muito orgulhoso, me magoa muito com as palavras dele, me ofende bastante e depois acha q é só pedir desculpa e fica tudo bem, e na verdade ele sempre comete o mesmo erro novamente. Eu também não vou atrás porque foi ele quem errou e eu espero que ele PELO MENOS assuma isso!
Eu gostaria de entender porque tantas brigas, todos os dias. Queria saber o que eu devo fazer, estou bastante confusa. Não sei se termino ou se continuo com isso.
Obrigada desde já.
Olá N,
A História de Ana Raio e Zé Trovão foi uma telenovela brasileira produzida pela extinta Rede Manchete no ano de 1990, mas pelo que vagamente me lembro, quando os dois se conheceram era um tal de ódio de um lado e ódio do outro. Era briga de um lado e de outro, ou seja, algo muito parecido com a sua história. Mas em uma novela pelo menos há uma intenção que tudo acabe “bem” e acabar bem significa que o tal amor se sobrepõe às diferenças e orgulhos bestas, toca o coração de ambos e eles conseguem conviver em paz e felizes.
É claro que novela tem essa tendência justamente para embutir na cabeça das pessoas que tudo pode ser assim e com isso as pessoas até insistem em certas situações achando que um dia virá uma luz que salvará o relacionamento desgastado e quase que inviável de se compor.
Tudo bem que tem dias que o casal tem que compreender que um não está para o outro, e ai a gente tem que perceber que isso não tem nada a ver com o sentimento que cada um possa ter pelo outro e nem há motivos para criarmos neuras achando que o outro está diferente, ou que tem outra(o).
Diante da sua história juro que pensei que parecia coisa de inicio de novela, mas em novela esse tipo de situação não dura tanto tempo assim. Agora eu fiquei curioso para saber até onde vocês pretendem levar esse tipo de relacionamento, quer dizer, há relacionamento? A não ser que vocês se deêm muito bem na cama porque foi a única área que imaginei que poderia ter algo bom, mas mesmo se fosse, relacionamento não dura somente apoiado em um aspecto apenas porque até mesmo uma boa conversa, carinho e risadas espontâneas são gostosas durante e depois do sexo.
Sinceramente N. , eu não entendo a sua confusão, aliás, eu entendo sim. Tem pessoas que se engancham umas nas outras de tal maneira que as brigas, reclamações e insatisfações acabam sendo a base do relacionamento. Algo da subjetividade de um bate no outro e está feita a “parceria”, mas é algo que desgasta muito, muita energia acaba sendo desperdiçada com algo que nem ao menos proporciona uns dias de tranquilidade e paz. Pensando nisso talvez lhe ajude a saber o que fazer, porque eu entendo um casal como algo a dois e não um contra o outro e nesse caso, essa história passou de uma novela para um filme do Senhor dos Anéis e com direito a batalha campal.
Até mais!!
Márcio Oliveira
marcio@cerebromasculino.com
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Amei o site. Virei uma leitora assídua… Bem a minha história é a seguinte:
Estou casada há três anos com meu marido. Eu tenho 22 e ele 23. Nos conhecemos no colégio.Ele demonstrou interesse em mim primeiro, mandava flores, ursinhos, compunha músicas, enfim, era romântico. No entanto, eu não o correspondia. Me pediu em namoro, eu não aceitei da primeira vez.Só que ele foi muito persistente…durante um ano me cortejou.Até que ele foi me conquistando. Me apaixonei.Me pediu em namoro mais uma vez.Eu até queria dessa vez, mas havia um problema:meus pais não aceitariam o nosso namoro. E para complicar, havia questão religiosa.
Era inadmissível que namorasse alguém que não fosse da minha religião, o que desde o princípio havia explicado a ele. E essa posição mantive por respeito a minha família, enfim, estava apaixonada por ele e não poderia namorá-lo. Sofri, é óbvio.Ele também.Para minha surpresa, ele começou a frequentar a minha igreja.Depois de alguns meses, batizou-se.Começamos a namorar.Uns 9 meses depois noivamos. Casamos.
Só que aí ele mudou totalmente. Chegou a me dizer que tinha casado por pena de mim, que não me amava, que estava arrependido, que queria ir embora.Fiquei chocada com isso.Mas falei a ele que se ele estava arrependido, poderia ir embora, mas era um caminho sem volta.Ele falou que não iria. Iria tentar gostar de mim de novo. Aceitei. A questão é que desde esse tempo, ele vem tendo altos e baixos. Horas me ama, horas diz que não aguenta mais viver assim. . Tento me aproximar dele, mas ele é sempre arredio. Não gosta que eu o toque, que eu o beije . Só gosta dessas coisas quando quer sexo.
Nesse entrementes,no trabalho, conheci outro rapaz, gostei dele, mas não era correspondida.Ele só queria sexo casual.Não era isso que tava buscando.Tivemos várias oportunidades de ficarmos, mas não o fiz, por receio, respeito, sei lá,medo das conseqüências.Saí desse trabalho.Nunca mais tive contato com ele. Como mudei de trabalho, conheci outro homem: uns 18 anos mais velho que eu. Logo que o vi, me senti fortemente atraída por ele. O coração falta sair pela boca quando eu o vejo. Nossos olhares se cruzam várias vezes durante o dia. Já peguei ele me olhando, sorrindo pra mim.Quando ele chega perto mim , sei la, bate um nervoso nele, pois começa até a gaguejar. Não sei se eu o estou interpretando errado, talvez pela carência. No entanto , descobri que ele está prestes a se casar…Estou muito confusa….não sei se o problema está em mim…O meu marido é muito instável, não sei se eu não estou sabendo lidar com isso, se isso é normal. As vezes penso em me divorciar, mas sei que isso magoaria minha familia, que me vê e me coloca num pedestal, “a certinha”.Me ajudem!
Cara L.,
Agradeço o envio de suas dúvidas.
Começou simples, uma conta no banco, um cartão de crédito. Depois de um tempo, o cartão se transformou em três, os limites triplicaram e as contas começaram a vir astronômicas. Com o passar do tempo ficou impossível pagar tudo e teve que recorrer à um empréstimo. Porém, com os juros altos e as faturas dos cartões ainda exorbitantes, a conta bancária se tornou um buraco negro, acumulou uma dívida enorme e não sabe como resolver.
Assim como em muitas contas bancárias, você está prestes a cometer um grande erro, acumular problemas sentimentais. Todas a carência gerada em um casamento problemático se acumulará com a culpa da traição, mais a carência de ser a outra do seu amante, mas todos os outros problemas. Esse acúmulo pode levar a um desespero sem fim.
Você precisa começar a ser dona de sua própria vida. Não adianta se utilizar da família. Não há nada que nossa família queira mais do que nossa felicidade, pelo menos a família que realmente vale a pena. Nossos familiares falam coisas por acharem que seremos mais felizes da forma como falam, MAS ELES SE ENGANAM. Você se casou com alguém da sua religião, assim como sua família disse, e não funcionou. Agora você não quer se separar por causa dessa mesma família. Será que você não está com medo de fazer suas próprias escolhas?
A família pode te dar conselhos, e até se sentir ofendida com suas escolhas, MAS A VIDA É SUA. É você quem arca com todas as conseqüências de seus atos, é você que fica infeliz com seu casamento, é você quem se sente atraída por outros homens por estar carente, É VOCÊ, NÃO SUA FAMÍLIA.
Não é garantido que será mais feliz quando tomar suas próprias decisões, mas estará no controle de sua vida e poderá dizer: EU ESCOLHI, É A MINHA VIDA! Se a sua família te ama, só quererá que seja feliz, seja como for, isso é o verdadeiro amor.
Ulisses Carvalho
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Boa tarde,
Estou num dilema! Fui casada há 6 anos (união estável) e tivemos um filho. Sempre nos demos bem, porém eu sempre fui muito insegura quanto ao meu relacionamento. Dessa insegurança surgiam os nossos conflitos, porque eu achava q ele estava me traindo. Essa sombra me perseguia o tempo todo. Com o tempo a relação acabou se desgastando e em fev/10 acabei saindo de casa e indo para a casa do meu pai com meu filho, pois ele fazia pressão psicológica de que queria q eu fosse embora.
Sofri muito, pois ele me rejeitava. Falava que estávamos separados desde nov/09 (sendo q só ele sabia disso) ,não vinha pra casa e acabava dormindo no carro num estacionamento q ele pagava. Descobri também que ele acabou se encantando com uma menina, do bico onde ele trabalha que é bem mais nova que ele ( ele é 16 anos mais velho que eu – eu tenho 24, me falaram que a menina parecia ter uns 20 anos), mas jurou de pés juntos que ele não estava procurando ninguém, que na verdade foi ela que o achou. Não sei se tiveram alguma coisa, pois antes do que ele esperava, quase foi mandado embora e eu acabei saindo de casa, ou seja, ficou sem a fortaleza dele e sem o filho.
Ele sempre me falou que nunca soube viver sem mim e que tinha que aprender, tinha admiração por mim, que era meu fã (o que isso quer dizer? )Pois bem, o tempo passou, as ofensas acabaram, eu falei toda a verdade para ele e falo que com certeza acabei com ele como homem e acabei superando todo o sofrimento. Ele, por outro lado, voltou a me procurar, a dar satisfações da vida dele a querer chamar a minha atenção de novo, mas em nenhum momento me pediu desculpas ou disse que me queria de volta. Percebi que se eu não ligo para ele, ele me liga com a desculpa de querer falar com nosso filho, e se eu ligo pra ele, ele acaba nem perguntando pelo filho. E mais uma coisa, montamos um negócio juntos, de artesanato, porém, quando saí de casa não peguei nada, somente as minhas coisas.
Depois de quase um mês fora de casa, que foi quando ele voltou a participar mais da minha vida, ele trouxe tudo o que tinha lá para eu fazer (admitiu não ter tempo pra cuidar de casa, trabalhar e ainda fazer as peças), isso foi uma forma de se reaproximar de mim? Gostaria de entender esse modo de agir dele. Até agora ele não oficializou a pensão para sair do holerite dele (ele que deposita na minha conta no começo do mês). Será que a minha relação acabou mesmo, ou foi somente uma crise por qual passamos devido a um stress causado pela falta de dinheiro, um trabalho estressante e eu pegando no pé dele? Depois desse tempo todo percebi que o amo de verdade e por mais que ele não fale nada, eu vejo nos olhos dele o mesmo, está tentando ganhar terreno de novo para aí sim investir, está esperando o tempo passar para cair no esquecimento tudo o que aconteceu e voltar? Ou ele só está querendo a minha amizade (se é que podemos chamar assim). O que faço?
Olá J.,
Quantas perguntas hein! Percebo que a relação de vocês está, metade acabada por um lado e , metade inacabada por outro . Não houve mesmo uma conversa definitiva onde os papéis foram bem definidos a ponto de cada um seguir seu caminho. Separação implica também em uma seperação de histórias, de vidas e se isso não está bem resolvido, ficam muitas dúvidas e por receio de se expor demais, as pessoas deixam de esclarecer certas coisas e ficam muito no “achismo”. “Eu acho que ele ainda gosta de mim”, ou “Eu acho que ele me ama, mas será que a gente dá certo?”.
Você comentou algo que deve prestar atenção. Se depois desse tempo você disse que o ama verdadeiramente e que sente que há uma possibilidade de reconciliação, por que não tentar? Estamos sujeitos a crises por vários motivos, seja por desencontro de opiniões, ciúmes, falta de tempo, mas estas coisas servem justamente como elementos que nos enriquecem para um amadurecimento maior e para que a relação não se desgaste, mas encontre um outro meio de ser vivida, de uma maneira que respeite a individualidade de cada um.
Eu vejo que se há uma aposta que dê certo, há carinho e respeito e saudade, é hora de deixar de lado orgulhos e pensamentos individuais e tentar algo, tentar porque é sempre uma aposta, até mesmo para descobrir o que realmente acontece e impedir que dúvidas vão surgindo e a vida passando sem ser vivida. Se você enxerga algo bom nos olhos dele, se ele disse que é seu fã o que será que isso significa? Você seria fã de uma pessoa que você não gosta ou não admira ou de uma pessoa que não tem nada de bom? Talvez esteja ai a resposta para algumas de suas perguntas. Assim como uma relação é algo que acontece a dois, saber se ela acabou é algo que tem que ser pensado e conhecido a dois, para que ambos tenham os pés no chão e não se iludam ou para que ambos percebam que outros fatores interferiram e que na verdade há um gostar e um querer estar perto.
Até mais!!
Márcio Oliveira
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Bem, minha história é um pouco complicada.
Traí meu namorado, mas depois ele me perdoou.
O interessante da história e minha dúvida é o seguinte: ele ficou abalado com a notícia da traição, mas aceitou. Eu ainda terminei, mas ele veio atrás pedindo pra voltar. No meu pensamento mesmo que uma pessoa goste muito de outra ela não vai fingir que uma traição não foi nada e ficar correndo atrás, muito menos um homem. Eu acho que ele deve ter feito algo do mesmo nível ou pior do que eu para aceitar assim tão fácil, mas ele nega. Porém, já deve ser a quinta vez que a gente termina e volta. Gosto dele, mas acho que não é legal a gente junto.
Gostaria de entender o porque de ele aceitar de forma tão fácil a traição? E se após várias tentativas de retorno o namoro continua o mesmo é melhor terminar de vez?
A.S.
Olá,
Obrigado pelo envio da sua dúvida.
Algumas pessoas aceitam traições mais facilmente que outras. Para uns a traição é um ato imperdoável, enquanto para outros é algo forte, mas não o suficiente para acabar o namoro. Nos casos dessas pessoas, elas amam tanto a outra que este fato não é motivo para terminar a relação. Parece ser o caso do seu namorado.
O seu pensamento que ele deve ter feito algo do mesmo nível não é válido, pois mesmo quem trai, exige fidelidade do outro lado. Na minha época de cafajeste eu traía constantemente, mas na única vez que fui traído, terminei a relação instantaneamente, pois tudo que eu sentia foi embora junto com a confiança.
Um relacionamento é algo complicado e deve trazer paz e felicidade para o casal. Quando os sentimentos ruins estão superando os bons, algo está errado. Por que vocês não tem uma conversa séria sobre o namoro, falando os problemas, as coisas boas e ruins? Conversem e falem tudo que incomoda, que atitudes cada um tem que o outro não gosta. Vejam se conseguem mudar e melhorar. Eu sou a favor do amor, e acredito que sempre se deve tentar manter uma relação onde ele existe. Se você achar válido conversem, façam um esforço para reconstruir um relacionamento bom. Se não conseguirem, aí podem pensar em acabar. Vocês não tem nada a perder tentando mais uma vez.
Um beijo,
Doutor Neurônio
Meu marido quer ir embora, disse que não me ama mais.
Vou resumir nossa história… Sou casada há 2 anos e 11 meses, moramos ao lado dos meus pais, mas na nossa própria casa. Em casa eu montei uma loja com minha família, só que hoje não faço mais parte dela. Ele sempre questionou que não era para eu fazer isso, (montar loja, ser sócia, e até já falou que queria que eu tirasse a loja da nossa casa, pois minha família, tirava nossa liberdade, (eu nunca achei isso).
Eu deixava ele sozinho, assistindo TV o dia todo, enquanto trabalhava na loja que não ganhava nada, isso nos sábados. Durante a semana trabalho fora e ainda estudo, venho com ele ás 06:00 e chegou em casa sozinha ás 23:30, resumindo, não dou atenção nenhuma para ele.
Em casa ele sempre foi maravilhoso, atencioso, preparava nossa comida, cuidava do cachorro, até arrumava a casa.
Quando estávamos dentro de casa era mágico, o marido perfeito. Mas sempre brigamos, porque ele queria mudar de casa, mas nunca tomou uma decisão, sempre em cima do muro. Dizia que fazia o esforço para me agradar. Quando brigávamos ele sempre comentava essa situação.
Nunca discutimos por ciúmes ou brigas entre nós até um tempo atrás. Então decidi reformar a nossa casa e transformá-la em uma ambiente independente sem contato com minha família, mas ele disse que não queria e isso poderia ser prejudicial ao nosso casamento, mas eu insisti.
Então ele mudou totalmente seu comportamento, mas me ajuda nos afazeres da reforma, pois ainda estamos reformando.
Semana passada, na quarta-feira de manhã, conversamos sobre a situação fria em que nos encontrávamos e ele decidiu que ia esperar a reforma acabar e ver se meu comportamento mudava, (sobre a atenção). Ele trabalhou no sábado e chegou em casa estranho, no domingo foi muito frio comigo e na segunda disse que não queria mas viver assim, queria viver sozinho, resumindo, curtir a vida dele. Então implorei e ele me deu 1 mês para tentarmos.
Porém na terça ele decidiu ir embora, disse que não me amava mas, não sentia mas desejo, atração, muito menos vontade de me beijar. (Nossa como eu sofri). Perguntei para ele se há outra , mas ele jura que não. Novamente chorei, fui atrás e ele sempre frio e esquivo comigo. Ele parece estar decidido que não quer mais. Perguntei o que estava acontecendo, disse que daria toda atenção para ele, disse que seria a melhor mulher do mundo, enfim mudaria totalmente para salvar nosso casamento, pois o amo muito, mas ele disse que não dá, e disse que eu deveria entender (como posso entende se ele não me dá o real motivo).
Por fim ele disse que vai ficar na casa da mãe e em 15 dias nos falamos, pois ele não sabe o que pode acontecer, ele pode voltar ou não. Percebo que quando ele diz que não me ama parece ser verdadeiro, mas ao mesmo tempo percebo que ele não quer ir, pois acho que se fosse para ir já teria feito, já que na quarta foi feriado e ele ficou comigo me ajudando, mas frio.
O que acha de tudo isso? Estou me humilhando tanto, já faz 2 semanas que não vou para faculdade pois não tenho cabeça para nada, só sei chorar. Eu o amo e quero conquistá-lo, mas não sei como. Acho que faço tudo errado, fico ligando, correndo atrás e ele só me tratando mal.
Minha família e amigos acham que ele tem outra. Não quero acreditar nisso, pois quando ele fala parece muito verdadeiro.
Abraços
C.
Agradeço o envio de sua dúvida.
Na escola havia um grupo de garotas do qual ela não fazia parte. Eram, para as outras crianças, as mais bonitas e legais da escola. Usavam roupas da moda, tinham as bonecas mais legais, falavam gírias de gente mais velhas e por aí vai. Ela sempre as observava e admirava. Sentia-se mal consigo mesma. Achava suas próprias roupas feias, esquisitas. Acreditava ser o patinho feio da sala. Passou a crer que se pertencesse àquele grupo poderia ser tão bonita e legal quanto elas. Foi então tentar se aproximar. Porém, percebeu que elas formavam um grupo muito fechado e ela foi rejeitada rapidamente. Mas, por admirá-las muito e por se achar feia e deslocada, continuava a tentar uma aproximação. E sempre que era rejeitada perguntava o motivo. Mas no fundo ela achava que já entendia: era feia.
Na verdade elas não sabiam como lidar com um novo membro em um grupo que já estava fechado. Por isso rejeitavam a todos. Mas ela não sabia disso e sempre pensou que o problema era só dela. Ela deveria se esforçar mais, ela deveria ser melhor, mais bonita, mais esperta. Quando na verdade, ela só precisava se aceitar mais. Pois talvez não conseguisse entrar nesse grupo, mas com certeza acharia um que a aceitasse e a admirasse da forma que ela é.
Quando alguém nos rejeita tentamos sempre saber o motivo. Na verdade o motivo só importa para quem está tomando a decisão, pois quando descobrimos o motivo tentamos convencer o outro a desistir da ideia, assim como você está tentando fazer. É muito importante lembrar que se alguém diz que não nos ama mais, isso já é o ponto final, pois para essa pessoa, aquilo que dá sentido a um relacionamento já se foi. O motivo não importa para você, pois não pode mais fazer nada, já que ele mesmo disse que o amor acabou.
Esse é um momento muito difícil, pois cada um tem sua própria velocidade. Muitas vezes, quando o amor de um acaba o outro está no auge do seu. Assim, essa pessoa que continua amando vai sofrer muito. Mas é melhor sofrer por algo verdadeiro do que viver numa relação mentirosa onde não há o amor do parceiro.
A melhor forma de lidar com essa situação é achar o seu amor próprio. Aprender a ficar feliz sozinha. Pois só assim será possível ser feliz com outra pessoa. Se humilhar é a grande pista de que você não está se amando. Se você não se ama, então por que alguém iria?
Sugiro que leia o artigo http://cerebromasculino.com/2010/04/30/a-luta-que-vale/, pois a leitora passava por uma situação parecida e pode ser de grande ajuda.
Ulisses Carvalho
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Sou casada em um relacionamento estável há 6 anos (incluindo namoro e casamento) desses anos surgiram 2 filhos um com 3 anos e outro com 8 meses.
No inicio sofri bastante com mulheres, bebidas, amigos enfim, tudo o que levam a uma separação, deixando claro que isso foi na fase do ficar.
Daí engravidei e ele não queria vir morar no nosso canto, queria ficar na casa da mãe dele e queria que eu ficasse na minha. Não aceitei por que pra mim quem casa quer casa!
Superamos essa fase ele se acostumou com a idéia e depois de 2 anos morando no mesmo apartamento engravidei novamente.
Ele era acostumado a sair pra conversar com os amigos, sai pra beber e eu nunca aceitei isto toda vez q ele chegava fora do horário era confusão na certa. Um amigo dele já tentou falar comigo para que eu liberasse ao menos uma vez por semana, pois eu estava sufocando meu marido e isso não é certo já que tenho que dar o espaço que ele precisa. Toda vez questiono hora se quer sair com os amigos por que não me levar? Por que não sair comigo também?
Uma vez que meus passeios é ir ao shoping, ir na casa da mãe dele, ir ao supermercado.
Mais eu sou louca por ele amo demais, sou uma boa mãe, faço tudo pra agradar a ele. Acredito que meu defeito seja esse relatado ai a cima.
Ultimamente venho notado que meu marido deixou de ser carinhoso comigo, não temos mais relações sexuais com freqüência chegamos a passar quase dois meses sem ter relação. Cheguei e conversei com ele e a resposta que obtive foi: chego muito cansado, você também anda muito cansada, os meninos não deixam são uns atrapalhas…realmente sei que com a chegada do bebe dificultou bastante, mas quando 2 querem não tem empecilho. Ele é um pai maravilhoso, um homem trabalhador que pensa em crescer e ter uma estabilidade financeira.
Mais sinto falta de carinho atenção ele chega em casa entra fala com os filhos, da bj nos dois e é como se ele me ignorasse. Sofro muito por causa disso.
Um amigo dele em comum comigo disse que achava que ele não gosta mais de mim que ele não tem coragem de acabar e que eu teria que decidir o que fazer que meu marido é como se fosse a mulher da relação e eu o homem que ele não tem coragem de assumir nada, pra mim isso não é um amigo e sim um inimigo.
Quando foi de noite chamei o pra conversar e perguntei o que estava acontecendo, porque ele anda muito frio comigo, que o nosso casamento não existia mais relação homem/mulher, se ele realmente me ama ou gosta de mim, se ele é feliz ao meu lado e obtive a resposta: não sou frio com você, esse é o meu jeito sempre foi assim, não gosto de gente melosa que fica o tempo todo agarrando, beijando não sou assim sou mais na minha. Então eu falei que ele não era assim no inicio, ele falou sempre fui assim tanto com você e antes. Com relação ao me amar ou gostar de mim ele falou se eu falar que te amo estarei mentindo gosto muito de você mais não gosto 100%. Eu disse: como é isso gostar 100% isso não existe ou gosta ou não gosta. E o que você está querendo fazer, se separar? Ele responde: eu não tenho certeza de nada!
Eu não sei se quero ir, se quero ficar! Daí falei vamos procurar ajuda ele não preciso de ajuda então o que é que vc quer que eu faça para melhorar, o que está faltando para me amar ou gostar o 100%? Ele respondeu acho que a minha liberdade, eu não queria ter que omitir fatos de você, ter que mentir por meus amigos na hora de um convite para conversar ou ir a um barzinho.
Isso no outro dia esse amigo ligou pra saber como estavam as coisas e eu não gostei do tal interesse eu estou achando que ele está querendo nos separar. Esse cara é padrinho do meu filho e melhor amigo do meu marido solteiro com 25 anos meu marido tem 29 anos e eu Tb.
Peço muito a sua ajuda. Grata, C.A.
Cara C.,
Agradeço o envio de sua história.
Certa vez um casal entra em uma loja para comprar roupas para ele. Havia um evento naquela semana e ela achou que ele estava sem roupas para tal. Era visível que de início ele estava contrariado. Pensava: eu tenho roupas sim, não precisava estar ali. Mas sabia que não adiantava questionar a companheira, iria gerar um briga enorme para depois ter que admitir que estava errado, pois ela sempre conseguia o que queria. Após algum tempo ele escolhe uma camisa, na verdade ele realmente gostou dela, acha que ficará muito bem. Sua primeira ação é imediatamente mostrar para ele, que com uma careta caricata rejeita a roupa. Em seguida apresenta uma outra camisa que, acredita ela, está muito mais adequada a situação, e ainda pensa: “Sem mim ele não seria ninguém, não sabe nem escolher uma camisa, depende de mim para tudo.” Ele aceita a roupa proposta e ambos vão para casa. Ele infeliz por não ter a camisa que queria, ela, satisfeita por ter feito seu namorado se vestir decentemente.
Temos aqui um grande problema que pode aparecer a qualquer momento. Ele se sente pequeno e frágil diante dela, aceita suas idéias e esconde suas próprias vontades. Ela, por outro lado dita as escolhas que ele deveria tomar, moldando o relacionamento para o gosto dela e fugindo dos ideais secretos dele. Com o tempo, ele vai querendo se afastar de uma prisão que ele mesmo ajudou a criar botando sua liberdade na mão de sua parceira.
No seu caso, foi VOCÊ quem quis morar juntos, foi VOCÊ quem decidiu se ele poderia ou não fazer certas coisas. É VOCÊ quem escolhe por ele.
Num relacionamento, é fundamental que haja igualdade de poderes e de responsabilidades. Não pode haver hierarquias. O amor só existe na igualdade de poderes.
Uma pergunta importante, se você decide as coisas mais importantes da vida dele, como você sabe se ele está com você por que gosta ou por que não conseguiria decidir sozinho sua própria vida? É amor ou necessidade? Companheirismo ou dependência?
Ele te pediu a liberdade, um amigo diz que você o sufoca. Na verdade, isso é falso. A liberdade dele não foi tomada, e nem poderia, foi entregue numa bandeja a você. Ele sempre abre mão de suas opiniões e crenças e troca pelas suas. No final, ironicamente, vemos que há uma igualdade entre vocês: ambos são responsáveis pelo seu relacionamento ser como é. Ele abre mão de sua liberdade e você aceita. Isso gera uma hierarquia na relação, uma dependência.
Você acaba sendo a mãe e ele o filho. Como as coisas acabam correndo como você gostaria, a reação dele pode parecer repentina, mas na verdade esta característica de vocês está sendo construída desde o início da relação.
É preciso que esta balança de poder mude para que esta relação se torne saudável e deixe ambos felizes. Quando nada nos obriga a ficar é que sabemos que ficamos porque queremos. Amor sem liberdade é escravidão, e se torna destrutivo para os dois.
Sem esta igualdade a relação está fadada a um eterno jogo de poder, que irá, muito provavelmente machucar a ambos até seu término.
Ulisses Carvalho
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Dr., eu nem sei como começar…
Eu e meu marido nos conhecemos, e depois de um tempo começamos a namorar. Namoramos por 3 meses, a família dele foi embora, e em uma atitude sem pensar fomos morar juntos… Quando namorávamos eu não era uma pessoa ciumenta, na realidade eu nunca fui, só que depois que casamos, eu mudei. Fiquei ciumenta, porque quando ele não está em casa, eu estou sempre sozinha, fico pensando coisas dele… que ele está me traindo. Nem eu me reconheço, eu tento mudar, estou tentando. Só que quando vejo, já estou brigando com ele. Quando vejo outras mulheres mais bonitas eu me sinto inferior… Eu não sou gorda, mas não tenho barriga sarada e tal. Sinto-me bonita quando estou com ele, ou com nossos amigos, mas quando estamos em lugares com várias mulheres solteiras, eu me sinto péssima! Eu não ligo que ele saia com os amigos dele, mas sempre que ele sai, ele bebe… faz um ano e pouco que estamos juntos, e há duas semanas, nós saímos e ele bebeu um pouco de mais. Quando chegou em casa, ele falou que ele não consegue se ver como um homem casado, e perguntei se ele gosta de mim, ele falou que sim, perguntei se ele me ama e tal, e ele sim.. Aí eu comecei a chorar, não consegui me controlar, então perguntei se ele queria se separar, e ele disse que não, que queria mais um tempo para se acostumar.
Eu o entendi, porque ele só fala as coisas quando bebe, mas eu não fiquei bem com isso, fiquei mais insegura ainda… Fico pensando quando ele vai me largar, e se ele não se acostumar, o que vai acontecer comigo. Sinceramente, tem horas que eu me decido me separar, só que acordo no outro dia, com ele normal, todo querido comigo, logo desisto.
Ele muda quando bebe, ele me magoa e eu não estou sabendo lidar com isso. Ele é trabalhador e amável, mas quando bebe ele fica conversador e tal, e no fim da noite acaba falando algo que me magoa, quando eu volto dirigindo… que eu sou chata e tal.. e ele não se lembra de nada no outro dia… isso está acabando comigo, mas eu o amo. Nossa, como amo!
Nossa casa sai final do ano, e temos planos de ter bebê ano que vem, mas fico triste em pensar que isso pode não acontecer, e eu não tenho com quem conversar, se falo com a minha mãe, ela sempre acha que tem que terminar e voltar pra casa dela, porque sou filha única e tal..já minhas amigas são solteiras e não entendem também, por favor me ajude… Att ASR
Olá ASR,
Obrigado pelo envio da sua dúvida.
Bem, em primeiro lugar você não deve se comparar com outras mulheres, pois não foi apenas pela sua beleza que seu marido decidiu casar com você. Sempre existirão mulheres mais bonitas, mas vocês estão casados pelo amor, companhia, paixão e diversos outros fatores. Uma outra mulher, por mais linda e perfeita que seja, não tem o coração do seu marido, que é apenas seu. Então pare de se preocupar com isso. Caso queira se sentir bem, faça uma dieta, comece a correr, caminhar, fazer exercícios, entre numa academia, mas apenas para se sentir melhor, não para comparações, pois elas são sem sentido (a não ser que você vá competir num concurso de miss).
O álcool é uma droga que faz com que muitas pessoas se comportem de maneira diferente do que se comportariam sóbrias. O seu marido só fala coisas que te magoam quando está bêbado, então, a solução é simples. Ele precisa beber menos. Vocês são adultos e pessoas adultas sabem o limite, a hora de parar de beber. Tenha uma conversa com ele e diga o que acontece quando ele exagera no álcool e peça para se controlar. Bebidas alcoólicas podem ser muito boas para se soltar, relaxar, perder a timidez, mas tudo com limite. Quando passamos desse limite, começamos a ter atitudes ruins, como ficar agressivo, não se importar com nada, perder a noção da realidade, dinheiro, etc.
Vocês precisam ter uma conversa séria sobre o relacionamento. Pergunte se ele tem dúvidas, se não está feliz, o que vocês podem fazer para melhorar isso. Não fique dependendo dele para o relacionamento dar certo, faça você. Lingeries novas, surpresas, fantasias, comidas especiais, tudo isso fazem com que um homem se sinta amado e feliz por ter alguém.
Quanto ao problema de, quando ele sair, você ficar sozinha, existem algumas soluções. Encontre um hobby, algo que gosta de fazer. Seja ler um livro, assistir filmes, costurar, jogar poker, correr de kart, cozinhar, ir para a casa de amigas, qualquer coisa. Algo que realmente te dê prazer.
E para finalizar, pare de se preocupar com o fim do relacionamento, na verdade, você vai acabar atraindo isso. Preocupe-se em mantê-lo, não no seu final. Seja feliz, confiante, amável, carinhosa, companheira, pare de brigar sem motivos. Isso sim vai manter o seu casamento.
Espero ter ajudado.
Um beijo,
Doutor Neurônio.
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“MEU MARIDO PEDIU A SEPARAÇÃO, POIS ESTÁ COM OUTRA. MAIS EU AINDA O AMO, O QUE FAÇO?”
Boa noite,
Bem, a minha história começou no ano de 94 quando eu conheci o meu marido, ele foi o meu primeiro namorado. Nos amávamos demais e também brigávamos muito, pois meu marido apesar de ser um cara super bacana, prestativo, carinhoso, amoroso, é muito cabeça dura, e de uma teimosia sem igual, quando ele cisma com alguma coisa, só Deus pra tirar da cabeça dele.
Ele ficou desempregado quando o nosso filho já estava com meses de vida, e resolveu ir morar na cidade da família dele, alegando que iria trabalhar com a família. Foi muito difícil aceitar o fato de ter que separar do homem que eu amava e cuidar de um bebê sozinha. Ele foi e nunca deixamos de nos falar, seja por telefone, por pc, e fora às vezes que ele vinha para a nossa cidade, e quando ele chegava era só alegria, e muito amor.
Durante todos esses longos 15 anos o ajudei muito, fui amiga, fui esposa, fui companheira, mãe, estive presente em todos os momentos da sua vida, inclusive no momento que ele ficou muito doente, quase ficou tetraplégico e foi nesta fase da sua vida em que eu me doei completamente para ele e vivia em função dele. E muitas outras dificuldades que passamos, eu sempre estive ao seu lado.
Há 30 dias ele veio com uma surpresa que me foi na realidade uma grande decepção, ele veio pedir a separação. Disse que o casamento tinha esfriado com a distância, que não gostava de mim como antes. Porém achei a verdadeira causa do problema, uma outra mulher. Havia um bilhete dela dentro da sua mochila, e ele me confessou que reencontrou uma antiga vizinha da época da adolescência e ele estava gostando dessa pessoa desde o mês de janeiro.
Para piorar ele falou que não me ama mais, que se acostumou a ter essa vida de solteiro e se não for feliz com essa pessoa ele vai tentar a felicidade com outra. Um homem ao qual dediquei toda uma vida, aprontou uma dessas comigo. Ele pediu para eu não ligar mais para ele, pois ele não vai me atender (e realmente está fazendo isso), estranho é que teve um dia acho eu de loucura da sua cabeça, que ele ligou perguntando se eu ia esperá-lo, e claro que respondi que sim. Mas logo depois, dias atrás ele disse que não tem mais jeito, que é para eu não ter mais esperanças, que acabou mesmo. E o pior é que estou sofrendo muito com toda essa situação, pois apesar de tudo eu o amo muito e fico na expectativa de a qualquer hora ele chegar me pedindo perdão.
Toda a minha família está surpresa com essa atitude dele, e revoltados pois dizem que é a mais profunda INGRATIDÃO. Na família dele apenas as irmãs me apóiam, os irmãos (por já terem traído e separado das esposas) não querem se meter.
O que eu faço? Luto por ele ou desisto de vez? Fico pensando no meu filho, apesar de que ele já se acostumou com a falta do pai em casa. Meus pais dizem que não vale a pena, pois ele não quer é assumir responsabilidades de marido e de pai.
Me ajude, um grande abraço,
S.
Cara S.,
Agradeço o envio de suas dúvidas.
A separação é sempre muito dolorosa para todos os envolvidos. Dói mais quando é o outro quem toma a atitude. Temos planos para o futuro, temos aquela gostosa sensação de segurança e conforto. Sentimos que temos um lar, que construímos alguma coisa realmente importante.
Essa construção, porém, não foi sozinha. Trabalhamos sempre com outra pessoa. Esta, portanto tem o direito de desfazer essa estrutura a hora que ele quiser, e isso é sempre muito difícil. Podemos achar que temos mais direito sobre por termos nos dado mais, mas a verdade é que isso não importa na separação, pois quando uma pessoa quer terminar, não há nada que a outra tenha feito que possa servir como justificativa para não terminar.
De uma forma mais prática, se o outro quer terminar é um direito dele, independente de qualquer coisa. E mais, mesmo que houvesse algo que pudéssemos fazer, valeria a pena passar mais um tempo com alguém que sabemos que NÃO QUER ESTAR CONOSCO?
Você perguntou se deve lutar. A resposta é sim, lute sempre. POR VOCÊ. Não por um relacionamento, não por alguém que não te ama, não por uma família que já não existe. Lute por você, lute para ser feliz, lute para encontrar sua paz e sua felicidade. Lute para encontrar um amor recíproco e verdadeiro, mas principalmente, LUTE PELO SEU AMOR PRÓPRIO. Essas são as lutas que valem a pena serem lutadas.
Ulisses Carvalho
Meu blog: lenteselentes.blogspot.com
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Olá,
gostaria da sua ajuda para esclaracer as seguintes dúvidas, namoro um rapaz, gosto muito dele, porém devido ao fato de ter tidos outras decepções, as vezes acho que desconfio demais dele, outras não.
Bom, no início do nosso namoro, ele me falou que tinha se envolvido com uma pessoa, mas não teve um sentimento maior por ela e quando me conheceu deixou de encontrá-la. Ela sempre mandava mensagens a ele, e aquilo me deixou preocupada. Uma vez perguntei a ele sobre ela e ele disse que ela sempre ligava, mas ele raramente atendia, que já havia falado para ela que entre ele dois não aconteceria mais nada.
Um dia ele estava na minha casa, usando a internet, saiu e deixou seu msn aberto. Assim que eu vi nem tive curiosidade de olhar, mas pra minha surpresa chegou uma mensagem, era ela e dizia assim: “não consigo entender, por que não atende minhas ligações e quando insisto seu tel só fica desligado. Queria saber o que eu te fiz” . Bom, isso para mim foi o suficiente para ter certeza que ele não havia mentido. Fiquei aliviada, mas ainda continuei insegura.
Ele,é muito atencioso comigo, carinhoso, faz as minhas vontades e sempre diz que me ama. Esses dias recebi um e-mail dele me convidando para participar de um desses sites de relacionamento, eu sabia que era uma mensagem automática, mas fui conferir. Para minha surpresa, o cadastro dele não informava que tinha namorada, e seu interesse era por conhecer apenas mulheres.
Eis a questão: Tive certeza que ele não tinha mais contato com uma pessoa que se relacionou, mas tinha um cadastro em um site de relacionamentos, como se não tivesse alguém. Minha dúvida é: será que realmente gosta de mim? Por que fzer um cadastro com essas características? Seria isso apenas um passatempo na internet?
Na minha opinião, acho q se ele quisesse fazer algo, não precisaria da internet pra isso..ainda não falei pra ele q sei desse cadastro, devo contar??
Meu maior medo é, será q estou trazendo meus traumas do passado para meu relacionamento de agora? Fui muito traída, tenho medo de acontecer de novo. Preciso de um conselho.
Espero por sua resposta!
Abçs
D.
Olá D.,
Obrigado pelo envio do seu e-mail.
Muitas pessoas acabam trazendo traumas do passado para os novos relacionamentos. Alguns não confiam na nova pessoa, outros não querem se apegar e diversas outras coisas. Isso é errado, pois uma pessoa não pode pagar pelos erros de outra. Esqueça o que aconteceu antes e viva o presente com ele.
Pela minha ex-vida de cafajeste, tenho que admitir que deixar o msn aberto na casa da namorada, e receber uma mensagem dessas logo quando ele sai, é algo bastante curioso, para não falar mais. Claro que pode ter sido coincidência, mas precisei comentar.
Quanto ao cadastro, pode ser que ele tenha feito há algum tempo, ou recentemente. A única maneira de saber é falando com ele. Claro que deve comentar. Se algo te incomoda, você tem obrigação de conversar com o seu namorado. Não adianta ficar fazendo suposições sem ouvir uma explicação primeiro.
Converse com ele e, de acordo com sua confiança nele, vai saber o que fazer.
Um beijo,
Doutor Neurônio.
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Olá…antes de qualquer coisa gostaria de agradecer pela atenção. Meu problema é o seguinte: Namoro um rapaz há aproximadamente 2 anos, quando começamos a sair cometi um grave erro, pagava todas as nossas idas ao motel, pois ele estava desempregado, e enchi ele de mimos e presentes.
Na primeira vez que o chamei pra sair senti que ficou um pouco constrangido, mas nas outras vezes já achei que estava mais a vontade. Com menos de 1 ano de namoro eu estava super empolgada e até disposta a alugar um imóvel para morarmos juntos, pois nessa época ele já estava trabalhando, é bem verdade que era muito cedo, mas sou uma pessoa que age, ou agia, muito na base da emoção. E eu ficava muito chateada porque ele vivia me jogando um balde de água fria, pois ele sempre foi muito pé no chão e dizia que ainda não me amava de verdade a esse ponto.
Ele gosta muito de beber e passa a maior parte do fim de semana no bar…no início eu o acompanha nas bebedeiras…mas ele bebe tanto que, às vezes, chega a passar mal.
Bom, mas vamos ao problema: Comecei a mudar um pouco a minha maneira de pensar depois que voltei a estudar, comecei a fazer um cursinho para concursos, pois decidi que não queria mais trabalhar na iniciativa privada embora eu tenha uma boa profissão que me garante uma remuneração razoável…nessa época eu trabalhava o dia inteiro e a noite ia pro cursinho que é longe da minha casa, chegava em casa tarde pra acordar cedo no dia seguinte, ou seja, uma coisa bem cansativa. Depois comecei a fazer também curso aos sábados e me sentia muito incomodada porque o tempo em que eu ficava o dia inteiro ou em casa ou no curso estudando nos fins de semana ele passava o dia inteiro no bar bebendo e se divertindo…isso começou a despertar algo em mim, pois ele ganha bem menos do que eu e trabalha em um ramo muito instável, tanto que atualmente já está desempregado de novo.
Às vezes converso abertamente com ele a respeito disso, digo que ele tem que estudar pra ser alguém na vida, ter uma profissão, mas ele culpa a infância difícil que teve por hoje não ter essa estrutura…diz que qualquer um no lugar dele teria virado um bandido tendo a família que ele tem, que nunca apoiaram ele em nada e, além disso, fazem uma porção de coisas erradas. Digo que a mesma garra que teve pra chegar onde chegou deveria ser usada pra prosseguir e não pra ficar estagnado se apoiando em problemas passados como se fossem muletas. Ele fica muito nervoso com isso e faz de tudo pra encerrar o assunto…não sei se é porque fica constrangido ou se não gosta mesmo de falar desse assunto.
Se eu disser que não gosto dele estaria mentindo, mas não tenho mais aquela empolgação, estou com muitas dúvidas.
Hoje ele mudou bastante, é muito carinhoso comigo e está controlando a sua ignorância, que no início era uma coisa insurpotável, já disse até que me ama algumas poucas vezes, está construindo uma casa pra morarmos juntos e faz planos de termos um filho. A casa que ele está construindo fica num lugar com muito pouca infraestrutura, mas ele diz que é o que ele pode dar. O problema é que depois de pouco tempo de estudo, acabo de ser aprovada em um concurso e dar um grande passo na minha vida e aí fico pensando que com ele viverei uma vida muito limitada, pois tenho muito disposição pra continuar estudando e vencer ainda mais enquanto ele trabalha no que “dá”, pra ganhar pouco e não tem a iniciativa de crescer, tem apenas vontade mas falta-lhe muita iniciativa nesse aspecto. Já disse pra ele que se o problema é falta de apoio que agora ele tem a mim, cheguei a pagar uns cursos pra ele, mas ele só aceitou depois de botar vários obstáculos e sinto que ele não tem a mesma dedicação que eu aos estudos, na verdade ele mesmo diz com todas as letras que não gosta de estudar. Vivo com meus pais e tenho um filho de 5 anos do meu primeiro casamento que não deu certo pelos mesmos motivos, depois de ser perdidamente apaixonada pelo meu ex, depois de 6 anos comecei a desencantar: ele ganhava pouco, também tinha problemas de infância, não tinha muito estudo e também priorizava muito amigos e cerveja. O meu problema é que não consigo traçar um perfil do meu atual quase marido – que tipo de homem é esse? Descansado, deitão, aproveitador ou apenas pé no chão? Uma pessoa que aceita a realidade como ela é e não fica querendo dar passos maior do que a perna? Devo viver uma vida limitada com esse homem e progredir a passos lentos sabendo que posso garantir um futuro bem melhor pra mim e pro meu filho? Devo dividir esses benefícios que conquistei e pretendo consquistar ainda mais com uma pessoa com esse perfil? Será que esse marido não vai ser uma âncora na minha vida, me sobrecarregar, dificultar o meu sucesso? Devo pensar por esse lado (friamente) e agir puramente com a razão, já que a emoção já me fez quebrar a cara uma vez e já não estou mais na idade de cometer erros, principalmente os mesmos? Tenho medo de virar uma Amélia e ver todas as minhas possibilidades de sucesso no futuro ir por água abaixo. Às vezes chego a pensar que na verdade ele sabe mais o que quer da vida do que eu, pois diz que só se relaciona com pessoas iguais ou melhores que ele e nunca pior. Acho que ele está certíssimo nessa maneira de pensar, mas será que permanecendo com ele não estou indo contra esse príncipio??? Me ajudem por favor!!! Uma pessoa de fora de repente tem uma outra visão da situação. Um grande abraço e muito obrigada!
Ass: Ana Júlia Souza
Olá Ana,
Obrigado pelo envio do seu e-mail.
Em primeiro lugar, não considero erro algum a namorada pagar motel, saída ou dar presente para o namorado desempregado. Tenho concepção que um casal deve partilhar as coisas, e se um está temporariamente sem dinheiro e o outro tem, que mal há em pagar tudo? E para isso, o sexo do pagante não faz diferença.
Prosseguindo com o e-mail: as pessoas são diferentes e é isso que faz a beleza do mundo. Se todos fôssemos iguais, que graça teria? Não é porque você gosta de axé que não pode casar com um roqueiro, ou porque é flamenguista que não pode casar com um botafoguense. As pessoas são diferentes e temos que aprender a conviver com essas diferenças. Devemos parar de nos focar nas coisas ruins e lembrarmos das qualidades das pessoas com quem nos relacionamos.
Não adianta tentar mudar os outros, pois a única pessoa que podemos mudar é você mesma. Cada um só muda quando quer e ninguém pode obrigar-nos a isso. Ele está satisfeito com a vida dele e, provavelmente continuará assim. Você estaria sendo egoísta ao exigir dele algo que ele não quer. Para você, o crescimento constante e a estabilidade financeira são muito importantes, mas para muitas pessoas não.
Aparentemente você quer alguém que aja e pense como você, mas é muito raro encontrarmos pessoas assim. E, quando encontramos, geralmente acabamos por não nos atrair. É incrível como sempre nos apaixonamos pelas pessoas diferentes, não é verdade? Mas isso é algo bom, pois podemos ter experiências que nunca teríamos, aprender coisas que novas e sair da rotina.
Não é porque ele não tem os mesmos objetivos que você, que você ficará estagnada. Você pode crescer o quanto quiser, pelo que você contou, ele não atrapalha. Seja mais independente e faça as coisas sozinha, sem precisar de companhia.
É preciso decidir o que é mais importante para você ter no seu companheiro: a parte financeira e a vontade de crescer sempre, ou as outras coisas como amor, carinho, paixão, companheirismo, e o que mais for importante para si.
Espero ter ajudado.
Um beijo,
Doutor Neurônio.
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