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Desde que, na pré-história, o homem descobriu a relação entre o ato sexual e a procriação, surgiu a necessidade de se certificar que o filho carregado no ventre materno é seu descendente, ou seja, de não existir dúvidas acerca da transmissão do patrimônio genético do macho ao filho que ele irá criar. E, por conseguinte, nasceu a preocupação com a fidelidade feminina, consolidada ao longo de milênios por motivos morais e culturais das sociedades que se sucederam.

Com o decorrer dos anos, o ato sexual deixou de ter, primordialmente, uma importância, meramente, reprodutiva. Passando a ter uma maior relevância relacional (estreitamento de relações) e recreativa (busca do prazer) tanto para homens quanto para mulheres. Afinal inexiste ato sexual com menos de dois indivíduos.

Não obstante, nas sociedades patriarcais e machistas, o temor de criar um filho que não carrega sua carga genética se aglutina a perda de um “status social” e de virilidade masculina. Nestes seios sociais a infidelidade masculina tem sido regra e, em grande parte das vezes, é moralmente aceitável. Em contrapartida, a infidelidade feminina tem sido condenada e vista como algo escandaloso, indecoroso e lascivo. Contudo, homens e mulheres traem desde sempre, só que elas num percentual menor e mais em surdina.

É fato, que não podemos desconsiderar, que tanto o surgimento da pílula anticoncepcional quanto a emancipação da mulher potencializou não só seu autocontrole de natalidade, como o livre trânsito na sociedade. Fatos que desencadearam em maiores oportunidades para cometer seus atos de infidelidade sem que tenham consequências procriatórias.


Não mais, algumas crenças machistas, acerca do universo feminino e da sociedade, veem iniciando seu declínio. São elas:

-Ambos gostam de acreditar que o parceiro (homem) é safado por natureza e a parceira (mulher) é santa por dedicação;

-Homem trai por sexo e mulher trai por amor ou desamor, insatisfação, vingança, ou seja, por razões “sublimes” de coração e sentimento;

-Não é da natureza feminina manter um relacionamento de amor e cumplicidade em paralelo a atividades sexuais clandestinas;

Por isso, vai se consolidando a ideia de que elas traem pelo mesmo motivo que os homens: por desejo, por vontade. Com a diferença que a maioria delas costumam culpar o marido, o namorado… “Ele não me dava atenção”. “Não me elogiava”. “Não era mais romântico”. “Não me procurava mais”. Se tudo isso fosse verdade, o homem seria culpado quando traísse, pois, raramente coloca a culpa na mulher e quando fosse traído, pois na maioria das vezes a mulher utiliza desse artifício, ratificado pelo próprio machismo, para se justificar.

Ao invés de assumirem o desejo, a maioria das mulheres preferem se fazer de vítimas. Sentimentalizam a infidelidade e colocam a culpa no marido, namorado. Esse, por sua vez, sente-se culpado para não ratificar a ideia que sua parceira “santa por dedicação” é capaz de trair, meramente, por impulsos sexuais, ou seja, unicamente, pela vontade do gozo.

Diante disso, surge a conclusão mais simplista de todas: A fidelidade, tanto feminina, quanto masculina, é uma opção que só faz sentido quando voluntária. Não adiantando viver, diariamente, autoviolentado-se, quando não mais se deseja aquela pessoa, ou, somente aquela pessoa.

Pedro Ivo Genú

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comentários

Pedro Ivo Genú

Empresário, administrador, jurista e escritor. Adora filosofia, psicologia, história e musculação. Crê que o "caminho da vida" é a busca da evolução perpétua. Escreve e responde dúvidas sobre os mais variados assuntos.

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    muito bom!!

    Mas eu devo fazer uma observação… Já percebi que, na prática, de fato há uma tendência de os homens traírem por sexo, enquanto as mulheres traem por paixão por outra pessoa ou, como foi dito no texto, por vingança, falta de carinho do marido, etc. Não que isso se aplique a 100% dos casos, claro. Não sei se isso acontece mais por causa das naturezas masculina e feminina, ou se por influências culturais. Talvez ambos.

    Alexandre, vc é um gato!

    Excelente post!!

    Perfeito texto. Se a pessoa não tem mais vontade de ser fiel a seu (sua) cônjuge, então essa é uma "falsa fidelidade". Se bem que é complicado sustentar o desejo autêntico de ser fiel somente a 1 pessoa por muito tempo. Então, se duas pessoas se casam, se amam e planejam ficar juntas, então elas são forçadas a terem a "falsa fidelidade", que é aquela em que elas são, na prática, fiéis, mas desejam (muitas vezes ardentemente) ficar ou fazer sexo com outra(s) pessoa(s). Por isso é que sou contra o casamento: porque acarreta a "falsa fidelidade".

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