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red rose and dobermann

Yousef Erakat virou uma webcelebridade quando seu canal no YouTube, FouseyTUBE, alcançou mais de 300 mil inscritos.

Em um dos seus vídeos, ele quis mostrar como as mulheres de hoje reagem a um simples gesto de gentileza vindo de um homem, que neste caso, era o próprio Yousef.

Vejam como foi a reação das mulheres:

Sinceramente, acho que essa ação só deu certo porque era fora do Brasil. Se eu fosse abordada na rua por um homem querendo me dar uma flor, eu não aceitaria pensando que:

  • Poderia ser uma armadilha para um assalto, que Deus me livre! (fazendo o sinal da cruz);
  • Poderia ser um representante de alguma editora de revistas que teria um pretexto para me parar na rua e me vender uma assinatura;
  • Poderia ser alguém que encontrou uma forma de ganhar dinheiro para pagar a formatura (não entendo porque tem tanta gente que te aborda na rua para vender qualquer coisa com o pretexto que é para pagar a formatura).

O vídeo chama a atenção para o fato de que hoje em dia não existe mais cavalheirismo. Reparem que no primeiro momento, todas as mulheres estranham receber uma rosa e elogios de um homem. Hoje, no máximo ganhamos uma rosa no Dia Internacional da Mulher (e como esse ano foi no sábado, nem isso ganhei).

Tenho reparado que os homens da minha idade (30 anos cof, cof) não são cavalheiros. Nem estou considerando a atitude de abrir e fechar a porta do carro para uma mulher, considerando que nos dias de hoje o trânsito não os deixa mais fazer isso (imagine como o carro de trás buzinaria vendo essa cena).

Mas chamo a atenção para outros fatos:

  • Quando um homem não te dá o lugar no ônibus. Pelo contrário, quando se alguém se levantar , ele dará um jeito de te passar a perna e sentar no lugar que seria seu (já aconteceu isso comigo).
  • Quando você tromba com um homem ao entrar no elevador, porque ele não aprendeu que quando há homens e mulheres para entrar em um recinto, a preferência é sempre das mulheres;
  • Quando um casal anda na calçada, o homem deve ficar ao lado da rua, onde os carros passam. Mas ele nem se liga nisso e deixa você nessa posição. Aí todos os carros “tiram um fino” em você, quando não arremessam água da sarjeta.
  • Quando ele não paga a conta no primeiro encontro. Até já comentei a minha experiência no post “O que aconteceu com o cavalheirismo?“. Sei que as opiniões sempre ficam divididas sobre pagar a conta no primeiro encontro, mas eu acredito que sim, o homem deve pagar a conta no primeiro encontro!

Agora, fica a dúvida: Porque os homens não são mais cavalheiros?

Quem tem a culpa? Os pais? A escola? A sociedade?

 

Alexandre Chollet responde:

As pessoas, principalmente as mulheres, não entendem o real significado de cavalheirismo, que o Pedro Ivo Genú descreve com maestria no post O CAVALHEIRO ALFA do QPT. Recomendo a leitura do texto integral, e só vou falar umas partes pertinentes.

O termo cavalheirismo, homem de sentimentos e ações nobres de boa educação, nada tem a ver com a super proteção e a bajulação do sexo feminino apregoadas quando se invoca o mesmo termo nos dias atuais.

O ser cavalheiro está intimamente ligado com o ser gentil, cortês, civilizado, que são características importantes de um alfa. Afinal, este, não pode ser rude, mal educado, descomedido, bruto.

O termo nasceu da ideia de nobreza na França, “gentilhomme”, espalhou-se pela Inglaterra, “gentleman”, e evoluiu em suas diversas formas e idiomas até chegar a essa pérola que temos em português, que não guarda nenhuma relação etimológica com o “gentil” do francês ou do inglês e confunde a cabeça de homens e mulheres, principalmente, dos professores de português que precisam diferencia-lo da palavra cavaleiro.

Assim como ser um alfa não tem uma ligação direta com se relacionar com mulheres, ser um cavalheiro não guarda relação estreita em como tratar uma mulher, mas sim, em como conviver em sociedade sendo educado e cortês com todos os seres vivos. Afinal não há como classificar um homem como cavalheiro porque ele abre a porta para uma mulher, enquanto, mais a frente, desdenha de outro ser humano ou maltrata um animal.  – Pedro Ivo Genú

Então, ser cavalheiro nada tem a ver com bajular uma mulher ou sacrificar-se por ela, mas sim ser gentil com todos, independente do sexo. O homem que abre a porta do carro, mas destrata o manobrista não é cavalheiro nem aqui nem na China.

Como você citou vários exemplos que englobam situações diferentes, vou me ater ao vídeo, que especifica o comportamento de entregar flores, o que pode ser associado com relacionamentos e conquista.

Na verdade, existem dois grandes motivos para isso não ocorrer mais. O primeiro é que ser “cavalheiro” – como vocês gostam de chamar – não é mais necessário para conquistar mulheres. Não é mais preciso enviar flores, chocolates, fazer declarações apaixonadas para ter a honra de sair com uma de vocês. Se um cara convida uma para sair e ela enrola ou faz doce, ele escolhe a próxima – ou próximas – da lista, que geralmente estão dando muito mole, e sai com elas. Simples assim.  A regra de hoje em dia é: se você quer sair, saia, não enrole. E nem venham com esse papo de que o que só vale a pena o que é difícil, que isso é balela de tiazona encalhada. Não há mal algum em sair, transar com ou dar em cima do cara que você está a fim. Deixemos o machismo para trás.

E o segundo motivo é que vocês não gostam de caras assim. Isso mesmo, não gostam. Sabe aquele cara todo romântico, gentil, que vive para a mulher, envia flores todos os dias e faz tudo por ela? Você o coloca na friendzone. Simples assim. Ou estou mentindo? Quem era o cara da sala por quem você era apaixonada, aquele amigo que sempre estava lá por você ou o galinha nem aí? Quem são os heróis atuais das mulheres? Pense um pouco nos personagens de filmes e livros que vocês idolatram e analisem se são os santinhos ou os pegadores. Então os homens pararam com essas atitudes porque só as afastavam das mulheres e isso é por culpa de quem?

Calma, não estou dizendo que não podemos ser cavalheiros, pois podemos, mas do modo que o Pedro descreveu. Por exemplo, você citou que quando um casal anda na calçada, o correto seria o homem ficar no lado da rua. Eu concordo plenamente, pratico isso há anos e ainda ensino todos os meus alunos de cursos e coaching no QPT. O  mesmo vale para em uma multidão, o homem ir na frente abrindo caminho e protegendo-a de esbarrões, copos e demais coisas, em um restaurante segui-la até a mesa que ela preferir ou qualquer outra gentileza.  Isso é nada mais que educação e todos devem ter.

Para os outros assuntos abordados, teremos novos posts. Fique ligada.

Concorda? Discorda? Comenta aí 😉

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comentários

Lilian Nascimento

Relações Públicas, pós-graduada em moda e logo logo uma maquiadora profissional. Sua missão no CM será desvendar a opinião masculina para tentar esclarecer dilemas femininos. Também é autora do blog Atitude Hot Pink, outro canal onde também fala sobre comportamento, além de moda, beleza e variedades.

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    Exatamente, Roberto. Falarei sobre isso nos próximos posts. Se elas querem igualdade (e conquistaram isso), não tem sentido serem tratadas como o sexo frágil, mas sim como iguais.

    Aliás, acabo de encontrar esta publicação da Mente & Cérebro:
    http://bit.ly/1h7AuzE

    O dito cavalheirismo hoje não passa de uma idealização romântica de um tempo em que as mulheres eram consideradas o sexo frágil, além de ser também um método de sedução.
    Na era contemporânea a igualdade de direitos vem a acabar com os habituais privilégios concedidos ao então sexo frágil. Gentilezas e seduções agora tem que ser combinadas entre os pares. O que aqui é chamado de cavalheirismo, nos EUA é visto como sexismo. Pessoas debilitadas fazem jus a privilégios e ser mulher não é uma debilidade.
    Mudança de hábitos, mudança de cultura.

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