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Solteira por culpa?

Pergunte Márcio Oliveira

Não quero enrolar muito, gostaria de ser direta e objetiva, mas não tenho muito poder de síntese então… Vamos lá!

Eu tive uma infância bem difícil, tinha um pai ciumento e manipulador. Foram longos anos de privações, mas uma das principais foi woman-with-shameperder as oportunidades de ter feito amigos, ter convivido socialmente, ter começado de cedo a entender as malícias das pessoas. Fui condicionada a enxergar estreitamente, sim é sim, não é não, ter preconceitos e mente fechada!

Tive uma educação nada educada. Hoje me esforço muito para ver as coisas de maneira ampla, mas ainda assim sou teimosa, e tenho dificuldades de aceitar quando estou errada. Esse é meu primeiro problema.

O Segundo, que bastante me incomoda, é não ter o domínio do meu inconsciente. Estou há quase dois anos solteira, e venho de um namoro longo, onde fui muito feliz (mas também tive problemas), essa minha aversão de me relacionar socialmente atrapalhou muito, pois eu consegui nos manter dentro de uma bolha por muito tempo (fui manipuladora), porém por mais que ele gostasse de mim, depois de alguns anos ele não aguentou. Acontece que eu me pego pensando nele em momentos inesperados, isso foi mais forte no passado, hoje é mais frequente em sonhos. Como não sonhar mais com ele? Parece ridículo, mas tenho mesmo que mudar isso.

Hoje permaneço solteira, e sei que é por “culpa” minha, eu continuo sendo extremista, é difícil para mim enxergar as qualidades em um homem, sempre foco nos defeitos. Não dou sequer a oportunidade, e ainda sou contraditória porque eu gostaria muito de ter um companheiro, mas me assusto com o começo, em deixá-lo me conhecer, acho que tenho medo de não ser boa o suficiente, ou ele. Acho que eu olho tanto os defeitos dele que enxergo os meus.  É mais ou  menos assim, eu conheço alguém, fico com ele e se algo por menor que seja me incomoda eu já caio fora, não dou a oportunidade do passo a passo de descobrir alguém, que pode ser tão maravilhoso, mas me deixa tão ansiosa.

M.


Olá M.

Creio que o mais positivo de tudo que escreveu foi o fato de você demonstrar discernimento e clareza das coisas que sente, como sente e da maneira como se relaciona com as pessoas. Diante disso eu lhe escrevo: Pronto! É isso! Mas imagino que mesmo diante dessa conclusão que com certeza você deve ter chegado vem a pergunta: E agora? Como devo fazer?

Naturalmente é importante percebermos que apesar de você ter sido criada em uma jaula moral e que a restringiu a um universo pequeno e equivocado, isso não significa que você deva permanecer nele mesmo depois da porta dessa jaula estar aberta. Isso só será efetivo e acrescentará algo em sua vida se você sair, ou seja, se você escolher outra coisa que não seja ver a vida, as pessoas e momentos sob o mesmo ângulo que a aprisiona. Difícil? Talvez, quem vai me dizer isso na verdade é a sua capacidade de querer que as coisas sejam diferentes.

Há um elemento fundamental em qualquer início de relacionamento, seja ele de qualquer natureza, a entrega. Não creio que possa existir algo forte, autentico, duradouro, especial e belo senão pela via da entrega.

Se logo quando, ao ver algo em alguém que lhe incomoda, você logo sai de cena isso na verdade é um atestado de que você não se sinta capaz de ver, sentir e encontrar coisas boas nas pessoas que inclusive possam lhe fazer feliz porque “cair fora” como você colocou é muito fácil e ao mesmo tempo uma armadilha pois você pode se tornar o tipo de mulher que por mais que o cara seja bom, sempre algo estará errado e isso será motivo suficiente pra você se achar no direito de ir embora.

Para qualquer homem e mulher também, é uma responsabilidade muito grande ser cobrado por algo que ele nunca será, ou seja, alguém perfeito. Relacionamento é encontrar e se aproximar de afinidades, mas também é um exercício constante de administração das diferenças.

Sem dúvida alguma lhe sugiro acompanhamento terapêutico para você obter um espaço onde possa amadurecer certas coisas,  porque as questões que você apresenta não se resolvem de uma hora pra outra pelo fato de que algo ainda a emperra de simplesmente ser feliz com alguém.

Até mais!!

Márcio Oliveira

[email protected]
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Márcio Oliveira

Psicólogo, consultor de relacionamentos e quase Mestre pela USP-SP. Meio NERD, completo romântico, mas não abre mão de um intenso beijo na boca e um alinhamento entre coração, corpo e mente.

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Deixe seu comentário

    Acho que o primeiro passo você já deu: assumiu as suas dificuldades.

    Agora é se entregar ao novo… o que não é fácil pra ninguém que saiu de um relacionamento bom, intenso mas que deixou algum tipo de mágoa. O que é necessário entender é que cada pessoa é única, com suas qualidades e defeitos, e que nunca uma relação é igual a outra.

    Permita-se e boa sorte!

    Muito obrigado Alexandre!!!

    Como sempre, excelente análise e resposta.

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