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A maça e a cobra: ilustração sobre o sexo pleno, onde o divino e o profano podem/devem andar de mãos dadas.

Apesar da evolução tecnológica, o homem ainda é retrógrado como há muitas gerações passadas. E como sempre, o impacto acontece na cama! Fico pasma por ainda encontrar casais que não se dão bem na cama, e ambos fingem o contrário: mulheres que não sentem prazer, homens que não sabem como fazer o serviço direito ou tomam o azulzinho para esconder a impotência… e isso se dá por que são bem íntimos… Como sustentar uma relação assim, se não tem a entrega?

Quando ouço esses casos penso que o problema está na falta de diálogo, mas quando volto atenção ao meu caso, vejo que surge um outro problema, que está não somente no ato de não falar, mas em saber ouvir o que o outro tem a dizer. Eu não tenho dificuldade em expor minha sexualidade ao parceiro, mas percebi na maioria das vezes, que o outro não está preparado para ouvir uma crítica construtiva.


Oras, quem me conhece sabe – e eu já disso isso aqui – que quando gosto eu amo, e quando não gosto… odeio, e não disfarço, nem que quisesse. Em algumas situações, quando me perguntaram se gostei, pisei em ovos para responder mas não escondi: “Bommmm, é…sabe né… ah, eu não gozei, mas nem sempre isso acontece na primeira vez”. Mentira! Como isso aconteceu, ainda acontece, com outros parceiros? É um assunto bem complexo porque envolve química, troca, entrega…e parceria! Sim, porque a exploração tem que ser recíproca para o prazer ser construído e constituído, e o mesmo não se dá quando uma das partes pensa ou mente no seu prazer…

Já deixei de curtir algumas pessoas por conta da minha sinceridade, e minhas amigas sempre falo que preciso me expor menos… IMPOSSÍVEL! E fingir que foi bom? Não precisa necessariamente ser grossa quando se é sincera; aprendi com minha psicoterapeuta que o problema é do outro se não sabe como digerir… Foi quando descobri que problema maior que expor é aguentar o parceiro tendo uma indigestão, e principalmente as mulheres, deixam de ser verdadeiras com medo de comprometer a relação, não percebem que não existe relacionamento saudável sem sinceridade, então preferem se sustentar na mentira e ficar reclamando para as amigas  o quanto estão insatisfeitas… Por que será que quando o problema é fator cama, é proibido tocar liberalmente no assunto?

Vemos este preconceito ser cultivado por pais desde quando seus anjinhos começam a se tocar… não percebem que eles só estão se explorando e que a malícia está na cabeça dos adultos! Então a criança repreendida cresça e se torna um adulto reprimido…responde um pouco porque em alguns casos uma das partes dispensa o sexo? Sim, não é só isso, tem a religião que poda o homem de ser natural e honesto consigo; tem a educação rígida dos pais, que nem conversam sobre menstruação, masturbação, entre outros; tem a sociedade que critica, mas que hipocritamente é permissiva… E esses jovens aprenderão errado na rua ou na internet, adiantando a sexualidade porque eles dependerão do outro para se autoconhecer.

O sexo deve ser olhado, tratado, com naturalidade, afinal, o ato em si é natural e instintivo, e se todo mundo gosta (uma grande maioria), é porque faz bem para corpo-mente-espírito. Nunca se falou tanto em sexo, nas rodas de amigos, na internet, na tv, mas ainda é preciso falar mais, porque em era da informação, quem não as tem, tem vergonha de admitir e ser ridiculamente excluído.

Quando eu participei da capacitação da Ong Reprolatina eu ouvi uma mulher admitir que quando menstruava achava que estava doente, logo em seguida casou -sesem saber o que era sexo, e teve um filho sem saber que estava parindo, mas que nunca perguntou por sentir vergonha da ignorância! E os relatos são muitos, por isso da importância em dar voz aos que se excluem, e dar ouvidos aos profissionais para que estes saibam orientar com responsabilidade, porque o não saber não é vergonhoso. Nem eu que procuro estudar o assunto quase nada sei, e encho de perguntas meus professores e profissionais de saúde! Tem que perguntar sim, pesquisar em livros, em sites confiáveis, ou na rede pública/privada de saúde, afinal, já que sexo é tão bom, falar dele não deveria ser problema.

Começamos por nós, aproveitar que estamos ansiosos por um 2014 diferente, então já providenciar as mudanças, começando por libertar-se de tanta neura! Só rompendo nossas barreiras, lutando contra nosso próprio preconceito, que proporcionaremos uma educação sexual mais saudável aos nossos filhos! Assim, as futuras gerações poderão experienciar o sexo pleno pois estarão libertos do tabu cultivado até então. Se precisarem de alguma orientação, cá estou no que eu puder ajudar, mas com certeza no fundo cada um sabe quais são as mudanças a serem tomadas… Me resta então, desejar um ano repleto de sexo pleno para vocês… ALIÁS, para nós! Rs

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Tati Daniel

Mulher bombril, mãetorista, consultora sensual e graduanda em psicologia

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