Back to the 60’s

Trabalho numa empresa há 7 anos. E depois de tanto tempo acabei por me envolver com um homem da minha idade (34 anos ) casado e de personalidade  totalmente diferente da minha. Andávamos aos beijos somente no trabalho, porque rolava uma química muito boa entre nós. Nunca houve nada fora de lá. No início estava todo empolgado, sempre atrás de mim, não disfarçava, mandava algumas indiretas do tipo para a gente sair, mas eu sempre hesitava porque eu não queria confusão.

Só que de repente ele mudou totalmente de atitude, andava triste e preocupado. Então eu fui perguntar a ele o que tinha acontecido. E ele veio com a desculpa de que a mulher dele andava desconfiada. Só que eu não acreditei na historia. Era impossível ela desconfiar, porque tudo acontecia dentro do trabalho e nem sequer falávamos por telefone. Até que eu percebi que uma colega do trabalho também andava um pouco triste e até ficou diferente comigo. Ela é casada, mais velha do que ele 15 anos, bonita e bem sucedida profissionalmente. Como eu desconfiei que ele tivesse um caso com ela também, falei com ele que era melhor a gente se afastar, mas ele não sabe que eu desconfio da existência dessa outra.

Ao invés dele ficar aliviado, ficou foi chateado. E sempre que tinha a oportunidade, tava sempre a me tratar com arrogância, piadinhas e desprezo. E eu ignorava sempre. Como ele entendeu que esse tipo de atitude não tinha resultado comigo, começou a ser mais agradável outra vez. Às vezes eu o pegava olhando para mim fixamente, e eu desviava o olhar.

Passamos 2 meses separados. E quando essa minha colega foi de férias, fui para cima dele para testar sua reação. Ele acabou por ceder, mas estava sempre a dizer “eu quero tanto, mas não posso”.  Enquanto ela estava de férias ele não me largava. Mas quando ela voltou, ele mudou de atitude comigo. Ele “quer e não quer”.

Ele é casado, tem a outra que é casada e eu!!!  A minha pergunta é qual é o meu papel nessa historia toda?

Beijos e obrigada pela ajuda


Cara leitora,

O Leão da Montanha é um simpático felino rosa que se veste com punhos e gola de camisa antiga, além de uma gravata inconfundível. Se trata de um personagem da Hanna Barbera que surgiu em 1960 e cativou o público com seu charme, elegância e estilo, mas o seu perfil deixou uma marca inesquecível para os fãs, o seu espetacular jogo de cintura para sair de situações complicadas.

Você está no meio de um balaio de gato que já nem é triângulo mais, mas o que podemos perceber dessa situação? Em primeiro lugar, sabedoria. Você é sabia em não dar trela para as investidas desse casado ai justamente para não arranjar confusão, ou seja, o seu caso era somente pegação e ponto. Acontece que esse tipo de relacionamento é bem o que a palavra diz, somente pegação. Se você espera ou esperava um algo a mais, pode esquecer porque pelo perfil desse ai, a que cair na rede dele será peixe com certeza.

Em segundo lugar, falta de discernimento. Discernir é diferenciar, distinguir e pelo jeito você ainda não conseguiu distinguir o seu papel nessa história toda, mas lhe proponho uma questão. Há algum papel definido a não ser o desempenhado pelo corpo nisso tudo? Acho que suas idéias sobre isso podem responder à sua pergunta. Você me parece inteligente o suficiente para cair em si e ver que você tem sido apenas mais uma na vida dele. E o cara ainda achava que você não perceberia que ele também sai com outra? Ahhh esses homens, se achando por cima da cocada. Homem é bixo burro, alguns claro. Querem todas pra si e acham que elas ficarão iludidas lhe esperando, e no seu caso, quando você se afastou dele pôde perceber nitidamente que é um joguinho bobo com a mensagem clara e objetiva: “Se você está perto de mim eu gosto de você, caso contrário você merece minha arrogância.” Ahhhhh faça-me o favor!

Pode ser difícil achar um cara gente boa, mas isso não significa que você tenha que ficar com “essezinho” ai, a não ser que você tope essa aventura, apesar de estar lhe trazendo preocupações ao invés de adrenalina. E tem outra, por enquanto as notícias não vieram à tona, mas cuidado. Quanto mais pessoas envolvidas na história, maior o risco dessas relações vazarem e algumas cabeças perderem seus empregos, e por coisa besta ainda. Portanto, não se queime, ainda há salvação.

Aprenda o que um simples desenho possa lhe ensinar, uma vez que a frase célebre do meu querido Leão da Montanha era: “Exit, stage left”, uma menção à saída do palco (no caso podemos até entender essa metáfora como sendo o palco da vida, ou uma situação difícil), e que em português ficou: “Saída estratégica pela direita!”

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Até mais!!

Márcio Oliveira

[email protected]
Meu Blog: As Palavras

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Psicólogo, consultor de relacionamentos e quase Mestre pela USP-SP. Meio NERD, completo romântico, mas não abre mão de um intenso beijo na boca e um alinhamento entre coração, corpo e mente.

8 comentários No Back to the 60’s

  • Eh ..dependendo da situação sair de cena nos palcos da vida é um tanto quanto mais difícil…mas não impossível pra pessoas com um pouquinho de inteligência..
    já que esta vivendo isso…e percebe que esse cara é um baita de pilantra. cai fora neh..acorda.. não tem amor por ninguém não..esse cara é daqueles ”quanto mais melhor”,pra esse tipo..qqer uma esta bom desde que seja mulher…
    acorda neh..!
    bj

  • Ahhh mas vá!!! Ela estava esperando o que!?! Tratamento VIP de um homem casado!?!
    Na vida a gente tem que tentar ser alguém melhor começando por não julgar os outros! Mas…. não dá para não pensar em inúmeras respostas nada agradáveis para esta moça.
    Leitora, seus sentimentos devem estar bagunçados mas tente ver as saídas. Vc realmente pode perder seu emprego por NADA. Já que vc é solteira pode escolher tantos caminhos. Para peguete tem tanto cara solteiro e bonitinho por aí. Se valorize, se ame. Atração passa, mas consciência pesada não! A menos que que vc não tenha uma. 😀

  • Nossa muito boa a resposta . Adorei o post.

  • Concordo com a Su!
    Não é falta de homem não… é falta de vergonha na cara mesmo… rs #prontofalei

    Uma coisa que eu não entendo… vcs (homens) reclamam e reclamam das nossas “paranóias” e no final topam “administrar” “três” ??? Esse cara aí deveria estar se sentindo o “gostosão” e no final acabou não dando conta e teve que fazer que nem o nosso personagem simpático… bolar uma “saída estratégica”…
    Mas acho, assim como o Márcio, que já passou da hora dessa “mocinha perdida” aí sair de cena antes que ela tenha que sair “vaiada” desse “espetáculo”…

  • Maravilhosa resposta Márcio…comparação exemplar…Sara não acredito que seja falta de homem não..isso é coisa de homem cafajeste mesmo rsrsrs..que se dão ao luxo de serem assim por permissão das mulheradas que caem na onda desses espertos.
    Eu sigo pensamento não faço com as pessoas o que não gostaria que fizessem comigo…Já apareceu de tudo qto é desses tipinhos..casados..noivos..enrolados…indecisos…rsrsrs…botei tudo para correr rsrsrs…Curta quem quiser …homem comprometido para mim é mesmo que ser mulher…sem chance….

  • Nesse caso Marcio, “a saída foi direta pela esquerda” hehehehe 😉
    Só tem uma explicação para esse caso a falta de homens!
    Menino, uns com tantas e outros sem nenhuma, acho isso injusto.
    Tô esperando o dia que você faça uma comparação estilo “Capitão América” 🙂
    beijuss da Sara
    Ah…resposta muitooooooooooo boa…como sempre né!

  • hahaha seria uma resposta hilária com certeza, além de eficiente e funcional claro. Ah, os desenhos antigos são de fato melhores que os de hoje. Valeu Mr P.

  • Que leitora de sorte… Essa pergunta poderia ter caído na minha caixa de e-mails… Ainda mais com uma pergunta tão direta.
    😉

    No mais, excelente resposta. Sempre assisti ao Leão da Montanha… Prefiro os desenhos “antigos” aos “novos”.

    🙂

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