Com que mala eu vou?

Olá meninas! Tudo em paz? 😉

Como prometi no meu último artigo, aqui vão algumas dicas para quem estiver disposta a fazer uma grande viagem independente, com todas as orientações para tornar essa experiência inesquecível!

Se você ainda pensa que isso é algo incomum, aqui vão os dados. Nos Estados Unidos, as mulheres já são 47% dentre as 34,8 milhões de pessoas que viajaram sozinhas nos últimos três anos, segundo relatório da Travel Industry Association (TIA). Já no Brasil, uma pesquisa da Associação Brasileira de Albergues da Juventude revelou que, só aqui, mais de 80% das mulheres que se hospedam num dos albergues da rede estão ´all by herselves’.

Nunca se viu tanta mulher viajando sozinha como hoje em dia. Mesmo com todo o preconceito e assédio, as mulheres – especialmente as brasileiras – estão aprendendo a desbravar o mundo com a cara e a coragem, sem precisar necessariamente de uma companhia. Como disse no último artigo, nessa jornada, há vantagens e desvantagens. Se por um lado, estando sozinha, é possível mergulhar muito mais nos lugares, sem horários e sem pretextos, por outro, não há com quem dividir os melhores e piores momentos da empreitada. É uma viagem que torna tudo mais intenso, e que exige cuidados redobrados. Aí vão alguns deles:

Planejamento: o auxílio de mapas é essencial. Antes mesmo de sair da cidade, é bom comprar um bom guia do local para onde está indo e começar a ler em casa, ou mesmo no caminho. Você também deve se expressar bem em inglês ou na língua do país que pensa em visitar. Levar dicionários, planejar seu itinerário e estudar os hábitos e costumes do local te poupará de vários imprevistos e facilitará sua jornada.

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Bagagem: Não exagere no tamanho da mala. Lembre-se que não haverá ninguém além de você para carregá-la. Apesar de ter cometido esse erro na Europa e ter me deparado com alguns gentlemen no caminho pra me ajudara a alavancar a dita cuja, não é bom esperar que exista cavalheirismo em todo lugar do planeta.

Saúde: Nós, brasileiros, temos um clima privilegiado, mas isso não acontece em todos os lugares do mundo. O tempo em muitas cidades é extremamente instável, e é melhor se prevenir do que correr o risco de pegar um resfriado durante o trajeto. Portanto, previna-se comprando um bom casaco e levando todos os remédios básicos, como antialérgicos, aspirinas e suplementos vitamínicos.

Gastos: Organize o dinheiro que você está trazendo. Separe o que está destinado a cada coisa, de forma realista: o que é para hospedagem, alimentação, transporte, lembrancinhas e coisas do gênero. É claro que você não vai saber de início quanto gastará, mas procure estipular uma média e isso será seu teto.

Segurança: Gostemos de estereótipos ou não, infelizmente somos mesmo alvos mais vulneráveis em questões de segurança. Então você pode não precisar usar (eu nunca precisei), mas é sempre melhor prevenir. Spray de pimenta ou desodorante aerosol no bolso externo da bolsa, just in case! Caso você se veja numa situação de risco, te dá tempo de ‘acionar o dispositivo’ e sair correndo. Eu já fiz aulas de Krav Magá (a defesa pessoal israelense), pois nunca se sabe.

Pensamento positivo: Sim. O otimismo ajuda a abrir os caminhos da viagem (cautela é sempre bom, mas nada de viajar pensando que vai ser assaltada ou assediada ne?:)

Distração e repulsão: Leve sempre um livro ou revista – ou até mesmo seu ipod – para os momentos de solidão. Eles serão também uma ferramenta fácil e útil quando você quiser afastar um inconveniente. Outro repelente comprovadamente eficaz para engraçadinhos é ter por perto uma falsa aliança e fotos de um homem musculoso na carteira, assim como algumas frases básicas na língua local tipo “bom, vou indo ali almoçar com meu namorado”.

Transporte: Evite os trens noturnos, opte pelo vagão em que há mulheres e não se sente sozinha ao fundo. Além disso, sempre tente chegar ao seu destino pela manhã; nunca quando já tiver escurecido. Caso seja inevitável, evite andar sozinha altas horas da noite por lugares desertos. Entre sempre numa loja ou café para fazer suas consultas ao mapa e verifique os caminhos que terá que seguir antes de fazê-lo. Se ficar em dúvida, pergunte à recepcionista do seu hotel/albergue se ela acha seguro fazer o trajeto que você está pensando em fazer.


Trajes: Vista-se adequadamente de acordo com a cultura do lugar onde se encontra. Nada de usar decote ou roupas curtas numa visita a um lugar mais conservador.

Na balada: Se for sair à noite, tenha em mente duas orientações básicas: não tire os olhos nem as mãos do seu copo, para que não haja o menor risco dele ser “batizado”; e nunca exagere na dose, já que não haverá ninguém confiável para te levar pro hotel.

Contato: Mantenha sempre contato com sua nave-mãe, digo, sua família e/ou amigos próximos, deixando o telefone e endereço de onde você está hospedada. Leve cópias de documentos (passaporte, RG) e guarde-as em lugares diferentes. Se puder, mantenha também um blog pra partilhar tudo o que estiver vendo e vivendo.

Quanto às sugestões de locais, uma comunidade online de viajantes chamada IgoUgo compilou uma lista das melhores cidades para se viajar sozinha, e incluiu os seguintes destinos: Viena; Rio de Janeiro; Florença; Parque Nacional Volcán Baru, no Panamá;  Marselha, na França; Ayampe, no Equador; Malta; Puerto Vallarta, no México; Angkor, na Camboja e Maldivas.

Espero ter ajudado a encorajá-las e a definir algum roteiro, seja pra agora ou pra daqui há alguns meses.

Beijos pra todas! 😉

Carol Ventura

[email protected]

http://www.myspace.com/carolventura

Jornalista, cantora e jogadora de poker.

4 comentários No Com que mala eu vou?

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