Enganação Não é a Solução.

Caro Mr. P;

Namorei por três anos. Acabei o namoro para estudar numa cidade a mil quilômetros da minha. Passei um ano sem conseguir me envolver com ninguém. Contudo, de uns meses para cá, terminei me envolvendo com o meu professor/orientador. Não foi nada de atração à primeira vista, mas sim algo que foi acontecendo aos pouco com a convivência, e, quando se materializou, me senti, ainda, mais atraída.

Estaria tudo bem, se ele não fosse casado, tivesse duas filhas e tivesse sido bem claro que tinha um relacionamento muito bom e não largaria a mulher em hipótese alguma. Não quero acabar me apaixonando. Porém, não quero deixar de ficar com ele. Sinto-me muito atraída por ele, apesar de, também, ter um “rolo” com outro garoto. O que eu faço?


Cara leitora;

Se sua história fosse um jogo, “o jogo da enganação”, vamos ver qual dos personagens sairia ganhando:

-Professor: Engana a mulher quando a trai com você. Não engana você, pois é bem claro, quando, em síntese, diz que só quer sexo. Não engana o seu rolo, pois nem sabe que ele existe. Engana a si, quando permanece num relacionamento sem fidelidade. Saldo: 02 pontos.

-Mulher do professor: É enganada por você e pelo marido. Não engana ninguém. Saldo: -02 pontos

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-“Rolo” Beta: É enganado por você. Não engana ninguém. Saldo: -01 ponto

-Você: Engana seu rolo, pois está com ele pensando em outro. Engana a mulher do professor, pois sabe que ele é casado. Engana o professor, quando diz entender e respeitar quando ele diz que “não passa de sexo”. Engana a si, quando acha que não vai acabar se apaixonando, se é que não já está, ou o cobrando algo. Saldo: 04 pontos

Sem dúvidas, sua vitória seria incontestável… Os outros teriam que se esforçar muito para tirar o prêmio de suas mãos. Porém, acredito que ninguém gostaria de usurpá-lo. Pois, quem engana os outros, contrai uma dívida impagável com a sociedade, que, mais cedo ou mais tarde, será cobrada, impiedosamente, com juros e correção monetária. Quem engana a si, perde a noção do que é real ou virtual, certo ou errado, ruim ou bom, consequentemente tem sua mente conturbada, fica sem rumo, sem orientação, igual a um barco sem leme no meio de um oceano.

Não podemos remodelar, refazer, consertar os fatos e atos passados. Porém, como senhores da nossa existência, podemos escolher trilhar melhores caminhos, onde não é preciso magoar, nem enganar outras pessoas, nem a nós mesmos. Para isso é necessário que, sempre, nos coloquemos no lugar do outro.

Será que seria agradável para você estar no lugar da mulher do seu professor? Acredito que não.

Pense e reflita acerca das suas atitudes perante a vida. Pois, ela não é uma corrida perpétua em busca por prazeres imediatos e descartáveis, onde se pisa num ser humano a cada passo. Não esqueça que as sementes plantadas, hoje, se transformarão nos frutos que lhe alimentarão amanhã.

Mr. P

Empresário, administrador, jurista e escritor. Adora filosofia, psicologia, história e musculação. Crê que o "caminho da vida" é a busca da evolução perpétua. Escreve e responde dúvidas sobre os mais variados assuntos.

1 comentários No Enganação Não é a Solução.

  • Excelente Mr. P.
    Acredito que uma vez, que uma mulher se coloca em uma situação dessas, ela deve estar no minímo querendo pular de uma plataforma bem alta num pequeno copo de água. Uma relação baseada em mentiras não terá final feliz certamente. A gente acha que o momento é mágico, que a paixão é tudo, e no fim das contas, isso é ilusão e sofrimento. Você não abre espaço para uma pessoa bacana entrar na sua vida, não aceite ser segundo plano, se valorize, deixe essa história para trás, siga em frente. Toda pessoa merece uma outra pessoa inteira, e não pela metade, não aceite migalhas. E nem compactue para infelicidade alheia.

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