Everyday is a new beginning!

Fonte: www.weheartit.com

“Hoje foi um daqueles dias em que o universo suga toda a sua coragem de levantar da cama, pegar uma toalha, tomar um banho e começar o dia. Começar a vida. Hoje foi um daqueles dias em que eu queria sentir toda a leveza da minha alma flutuar sobre a minha cama, numa espécie de meditação, ritual. Hoje eu só queria que o despertador tivesse tocado 1 hora mais tarde, que o sol tivesse saído mais cedo e com mais brilho, e que o trânsito infernal dessa cidade não me incomodasse. Hoje eu tive preguiça de pensar, falar e até de sentir. Queria morrer dentro de mim, já que tudo lá fora não tinha mais vida. Queria ter permanecido com a cabeça afundada no travesseiro, com os pés descobertos e o resto do corpo aquecido. Hoje, eu queria que meu coração tivesse batido mais rápido, que minha mente não estivesse tão aérea e meu café não tivesse esfriado. Queria que a bateria do celular tivesse durado mais alguns minutos, que na rádio só tocasse as músicas que eu gosto, mas, ao mesmo tempo, eu só queria escutar o barulhinho de silêncio. Ouvir o eco da minha respiração. Hoje eu queria ler um “estou com saudades” escrito num SMS, ter observado cada poro da pele do meu rosto, cada veia do meu corpo, cada fio de cabelo espalhado pelo chão do quarto. Hoje eu queria tanta coisa. E nem sei por qual razão queria, mas ainda assim não deixei de querer. Eu queria entender por que a gente acorda sempre querendo ser o que não é, ter o que não se tem. E, talvez, eu até descubra se mergulhar em mim. Mas tenho medo.”


Rabisquei esse texto numa folha qualquer há uns meses e posso ser sincera? Até eu não consigo entender muito bem o que eu disse mas sei exatamente o que queria dizer. E era assim, do jeitinho que eu escrevi, que eu me sentia. Sem vontade nem coragem pra tudo e pra nada. Alguém me entende? Pois é. Resolvi sumir um pouco, respirar um ar limpo pra, depois de inteira novamente, voltar. Voltar pra minha vida e não pra o que eu era, porque o que eu fui não me interessa mais. Pintei a faixada da casa, troquei os móveis, lavei a varanda e plantei bougainvílleas lilás no meu jardim. Deixei florescer. Tá tudo novo. Tudo lindo. Como eu sempre quis que estivesse. Agora é só seguir em frente já que as coisas estão em órbita: meu café não esfria mais, aprendi a gostar das músicas que tocam às 6h na rádio e eu já nem me importo mais se o despertador me faz levantar tão cedo. Afastei de mim quem não me fazia bem e trouxe pra perto quem arranca um sorriso meu por qualquer besteira. Isso é viver de novo. É enxergar beleza em qualquer poça de água num dia chuvoso, é ficar só e não se sentir só, porque sua própria companhia é suficiente… Viver de novo não é querer que o sol brilhe mais — como eu quis um dia — mas admirar o céu mesmo que todas as nuvens estejam carregadas alertando sobre uma possível tempestade.

Hoje não escrevo mais sobre o que eu queria que tivesse acontecido, mas sobre o que eu quero que aconteça daqui pra frente. E o que eu quero que aconteça? O que tiver que acontecer, ué. Tô pronta pra qualquer coisa.

“Everyday is a new beginning, take a deep breath and start again!”

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Beijos,
Mari.

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