Expressão Corporal – Parte 2

A pedidos, vou continuar com o assunto da Expressão Corporal. Hoje, vamos analisar a parte dos movimentos corporais que tanto nos transmitem, mas cuidado! Não esqueça que sua observação deve contemplar um todo e não apenas uma parte.

Difícil entender? Certamente. A parte, o detalhe, é muito importante, mas há situações em que sua observação gestual não pode se restringir a este aspecto. O todo deve ser levado em conta para tirarmos uma conclusão mais adequada.

Como fazer? Quando separar? Quando juntar? Só a experiência e a vivência nos darão esta medida. Tenha paciência… Se esforce, observe, analise e você vai chegar lá!

Boa sorte!

mda banner 2

Movimentos corporais

As investigações a respeito da comunicação humana, freqüentemente, descuidaram do indivíduo em si. Não obstante, é óbvio que qualquer um de nós pode fazer uma análise aproximada do caráter de um indivíduo, apoiando-se em sua maneira de mover-se — rígido, desenvolto, vigoroso,— e a maneira como o faça, representará um traço bastante estável de sua personalidade.

Tomemos, por exemplo, a simples ação de caminhar. Só este feito nos pode indicar muitas coisas. O homem que habitualmente pise com força ao caminhar, nos dará a impressão de ser um indivíduo decidido. Se caminhar ligeiro, poderá parecer impaciente ou agressivo, embora, se com o mesmo impulso, o faz mais lentamente, de maneira mais homogênea, nos fará pensar, que se trata de uma pessoa paciente e perseverante.

Outra pessoa o fará com muito pouco impulso, como se cruzando um gramado, cuidando de não arruiná-lo e nos dará uma idéia de falta de segurança.

O fato de levantar os quadris exageradamente, dá a impressão de confiança em si mesmo; se ao mesmo tempo, se produz uma leve rotação, estamos diante de alguém garboso e desenvolto. Se a isto se adiciona um pouco mais de ritmo, mais ênfase e uma figura em forma de violão, teremos a maneira de caminhar que, em uma mulher, faz os homens se virarem para olhar, na rua.

Isso representa o “como” do movimento corporal, em contraste com o “que”: não o ato de caminhar em si, mas sim a maneira como é feito; não o ato de estreitar a mão, mas sim a forma de fazê-lo.

A proporção entre gesto e postura é uma forma de avaliar o grau de participação, de um indivíduo em uma determinada situação. Um homem que sacode energicamente os braços, não parecerá convincente, se seus movimentos não se estendem ao resto do corpo.

O que importa é a proporção existente entre os movimentos posturais e os gestuais, mais que o simples número de movimentos posturais. Um homem pode estar sentado, muito quieto, escutando, mas se, ao se mover, o faz com todo seu corpo, parecerá estar prestando muita atenção; muito mais, que se estivesse continuamente em movimento, jogando, talvez, constantemente com alguma parte de seu corpo.

Um dos enganos mais graves, que um novato na linguagem do corpo pode cometer é interpretar um gesto isolado de outros e das circunstâncias. Coçar a cabeça, por exemplo, pode significar muitas coisas: caspa, piolhos, suor, insegurança, esquecimento ou mentira, em função de outros gestos que se façam simultaneamente. Para chegar a conclusões acertadas, devemos observar os gestos em seu conjunto.

Como qualquer outra linguagem, o do corpo tem também palavras, frases e pontuação. Cada gesto é como uma só palavra e uma palavra pode ter vários significados. Só quando a palavra forma parte de uma frase, pode se saber seu significado correto.

A pessoa perceptiva é a que lê bem as frases não verbais e as compara com as expressas verbalmente.

A figura mostra um conjunto de gestos, que expressam avaliação crítica. O principal é o da mão no rosto, com o indicador levantando a bochecha e outro dedo tampando a boca, enquanto o polegar sustenta o queixo.

Outras evidências de que o que escuta, analisa criticamente o que fala, são proporcionadas pelas pernas muito cruzadas e o braço cruzado sobre o peito (defesa), enquanto a cabeça e o queixo estão um pouco inclinados para baixo (hostilidade). A “frase não verbal” diz algo assim como “eu não gosto do que está dizendo e não estou de acordo”.

A observação dos grupos de gestos e a congruência entre os canais verbais e não verbais de comunicação são as chaves para interpretar corretamente a linguagem do corpo.

Além de considerar o conjunto dos gestos e de ter em conta a congruência entre o que é dito e o movimento corporal, todos os gestos devem ser considerados dentro do contexto em que se produzem. Por exemplo, se alguém estiver de pé na parada do ônibus, com os braços e as pernas cruzados e o queixo baixo, em um dia de inverno, o mais provável é que tenha frio e não que esteja na defensiva. Mas, se essa pessoa faz os mesmos gestos, quando está sentada em frente a um homem, com uma mesa entre os dois, e esse homem está tentando convencer o outro de algo, de lhe vender uma idéia, um produto ou um serviço, a interpretação correta, é que a pessoa está na defensiva e com atitude negativa.

A velocidade de alguns gestos e o modo como se tornam óbvios para os outros, está relacionada com a idade dos indivíduos.

Criança mentindo

Se uma menina de cinco anos diz uma mentira a seus pais, tapará imediatamente a boca com uma ou as duas mãos. O gesto indica aos pais, que a menina mentiu, e esse gesto continua sendo usado toda a vida, variando somente sua velocidade.

Quando a adolescente diz uma mentira, também leva a mão à boca como a menina de cinco anos, mas, em lugar de tapá-la bruscamente, seus dedos como que roçam sua boca. O gesto de tapar a boca, se torna mais refinado na idade adulta.

Adolescente mentindo

Quando o adulto diz uma mentira, o cérebro ordena à mão que tampe a boca, para bloquear a saída das palavras falsas, como ocorria com a menina e a adolescente, mas no último momento, tira a mão da boca e o resultado é um gesto, tocando o nariz. Esse gesto não é mais que a versão refinada, adulta, do gesto de tampar a boca, que se usou na infância. Isto serve de exemplo, para mostrar, que quando um indivíduo se faz maior, muitos de seus gestos se tornam mais elaborados e menos óbvios. É mais difícil identificar as atitudes de quem os faz.

Gestos ao início de uma conversação

Adulto mentindo
Adulto mentindo

O encontro é um momento fundamental da conversa e, a partir dele, desencadeia-se uma série de estratégias, através de sutis negociações não verbais, que têm lugar nos primeiros momentos. Os primeiros 15 a 45 segundos são fundamentais, já que representam a afirmação de uma relação que preexista ou de uma negociação.

Ritmos corporais

Cada vez que uma pessoa fala, os movimentos de suas mãos e dedos, as sacudidas de cabeça, os piscadas, todos os movimentos do corpo coincidem com o compasso de seu discurso.

Esse ritmo se altera quando há enfermidades ou transtornos cerebrais.

Fonte: Desvendando os Segredos da Linguagem Corporal Allan & Barbara Please



O que achou do artigo?

comentários

Carioca, 62 anos, corpinho de 60 e cabeça de 50. Feliz e disposto a descobrir novas felicidades em cada momento da vida. Há algum tempo, com minha experiência e vivência, resolvi me dedicar a observar as coisas, pessoas e acontecimentos, ao meu redor, utilizando este conhecimento para melhorar minha qualidade de vida, junto às mulheres, amigos, parentes, colegas de trabalho e às vezes até com pessoas que pouco conheço, usando apenas informações. E acreditem se quiserem, não é que começou a dar certo. Acertava quase sempre, quando emitia uma opinião. No meu casamento então, funcionou que foi uma beleza. Aprendi a ouvir minha mulher em assuntos que antes considerava como exclusivamente meus. Não que não erre ou não me machuque. Sou normal, tenho qualidades e defeitos, mas consegui ter um índice grande de acertos, conseguindo assim evitar cenas em que a DR (discussão de relacionamento) iria para o buraco, senão definitivamente, pelo menos temporariamente. Minha mulher aprendeu a não só respeitar o que digo, como a observar como eu, tudo o que se encontra a sua volta. Casado há dois anos, depois de seduzido e sequestrado por uma baiana. Um metro e meio de pura sedução e gostosura. Vou repetir, estou feliz. Muito feliz. Três casamentos, quatro filhas e um casal de enteados dão-me a vivência necessária e suficiente para me associar ao Doutor Neurônio e participar deste blog. Afinal, graças às nove mulheres de minha vida (quatro mulheres - esposas -, quatro filhas e uma enteada), sem contar minha mãe e irmãs, posso garantir que ninguém conhece mais bolsas e sapatos que eu. Sei exatamente quase tudo o que elas querem, seus desejos de consumo, seus sonhos e até mesmo o tipo de surpresa causada por cada presente. Se chegarmos à parte de roupas íntimas, desde que conheci algumas marcas famosas (só dou as marcas se patrocinarem o blog), acho que sou quase imbatível. Maduro e consciente das necessidades delas vejo hoje a felicidade de minha mulher, quando saio com ela para as compras, seja para comprar uma maquilagem ou um biquini. Defendo a teoria que não vou deixar de olhar uma mulher bonita, mas que prefiro a honra de estar ao lado de uma igual ou melhor. Sei, também, que poder dar presentes é uma situação a que nem todos os homens estão dispostos ou disponíveis, indo desde a falta de dinheiro, fácil de entender, até a falta de interesse, que não é e nunca será aceita por ninguém, muito menos pela pessoa com quem ele se relaciona. O que custa levar uma bijuteria de R$ 2,00, para quem você ama? Sabe o que ela vai pensar? Que você não parou de pensar nela, e isto é bom para vocês dois. Com base no livro do terapeuta americano, John Gray, “Homens são de Marte, Mulheres são de Vênus”, estou escrevendo “Eu Falo Venusiano”, onde procuro mostrar aos homens que depende deles, ou melhor, de nós, dar a quem amamos o máximo de felicidade que pudermos. As críticas ao comportamento masculino em alguns trechos são profundas e simples, como a lembrança da gentileza ao abrir a porta de um carro. Não importa se o controle remoto de seu carro é o mais moderno do mundo, quem deve abrir a porta do carro para ela entra, é você. Outro assunto abordado é por que mentir para conquistar alguém e quando consegue seu objetivo, mostrar que tudo não passou de uma mentira... Por quê? Se você lembrar que suas mentiras o levaram a atingir seu objetivo, nada como investir em fazer crescer o relacionamento que você fez de tudo para começar. Se entregar ou não no primeiro encontro levantou a maior polêmica entre as pessoas consultadas e entrevistadas. Este item me tomou muito tempo, pois foram quase 1.500 depoimentos. Uma população que me dava a base necessária para apoiar minhas teorias sobre o assunto. Quer saber? Compre e leia o livro. Em breve nas livrarias. Alex Paranhos

2 comentários No Expressão Corporal – Parte 2

  • É um assunto que tenho muito interesse. Estou focalizando este assunto devido ao ramo de atividade que desenvolvo. Reunião de negociação com duas, tres ou mais pessoas. Este é o meu foco.
    O texto já esta melhor.

  • Alex!!! Mil desculpas nao ter respondido antes. Eu tava numa correria, viajando pra caramba e nao olhei
    os comments depois de vc ter me escrito. Bom saber q vc tb é um adepto e apaixonado pelo poker. Essa matéria sobre linguagem corporal tem tudo a ver com o poker ao vivo e pode ajudar muita gente hehe… Como eu espero jogar ate os 80 anos e to começando a jogar muito ao vivo, vai servir muito pra mim hehe.
    Muito obrigada pela mensagem de boas vindas no site. Estava mesmo com saudade de escrever, e achei a idéia bem bacana. Sem falar que adorei o título de four de damas do site rs. Eu hj em dia so jogo no poker stars senao marcariamos um jogo.
    Bjos 😉

Deixe uma resposta:

Your email address will not be published.