Helianto

É madrugada…

No vai e vem de movimentos,

Vários sussurros, vários murmúrios,

Tantos ais.

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Mãos tão fortes, peles tão rijas,

Bocas tão firme,

Mãos que ardentes exploram o corpo da mulher amada.

É alvorada…

A brisa fresca penetra em suas peles,

O cheiro de mato fresco,

Os tornam felizes.

Um adeus… Volte logo.

E afasta-se todo de branco… Como anjo.

E em corredores largos,
Ouve gritos abafados,

Não suporta o tormento,

O tormento de um vagabundo qualquer.

O sofrer de um grito de dor,

Um alguém que nem nome tem,

Mas calmo…

Suas mãos de alvos vultos se vestem,

E entorpece o corpo doente,

A mente febril, o corpo encarniçado.

E chora ao lancetar a vítima.

E morre assim o helianto.

E o cobre com manto,

Que como uma perdiz…

É devorado por lobos.

Mas cálido… Retorna à mulher amada.

E a faz sua ardentemente.

Sara Mel

03/10/2010

[email protected]


Jussara de Melo, escrevo nas categorias crônicas e poesia e espero utilizar esse espaço como forma de recuperar o romantismo, a sensibilidade e a formosura feminina que nós mulheres todas temos dentro de nós. Nos meus textos você encontrará: amor, desejo, emoção, fantasia, esperança e muita paixão. Frase preferida: Antes de falar, escute. Antes de ler, pense. Antes de criticar, espere. Antes de orar, perdoe. Antes de desistir, tente. E-mail: [email protected]

11 comentários No Helianto

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