Minha Sincera Acidez III

Namoro há nove meses. Às vezes, sinto que esse namoro nunca deveria ter começado. Não porque ele faz algo errado, muito pelo contrário, ele é um amor, e sim, porque eu sinto que não consigo amá-lo de verdade.

Recentemente, para piorar essa minha situação, tem um amigo dele, que é tipo melhor amigo, que mudou comigo, de amigo “afastado” para amigo “próximo”, depois que me viu de biquini. E, agora, ele tem umas atitudes meio estranhas comigo, me abraça diferente, fala comigo diferente, quando meu namorado tá longe de mim… Mesmo que seja na mesma casa, ele sai de perto do meu namorado e vem ficar perto de mim… Gosta de fazer carinho, mexer no meu cabelo, mas, quando comecei a “retribuir”, comecei a perceber que ele mudou, se fechou mais.

Eu não sei o que aconteceu, se eu fiz algo errado. O que ele queria de mim? Não entendo mais nada. Eu, realmente, preciso de ajuda, porque acho que comecei a sentir algo por ele.

O problema do seu namorado é justamente em ser um amor, um fofo. Por isso, não demorou muito para você encher dele e sentir atração por outro. Não obstante, achas pouco que ele seja um homem incapaz de gerar atração e, sem preocupação, queres enfeitá-lo com um par de chifres, justamente, com o melhor amigo dele.

A sua única inquietação é saber o que fez de errado para o amigo dele não te pegar… Então, deixe de ser egoísta e acabe o namoro. O amigo dele não precisou pensar muito para saber o papel que estava fazendo. Porque, você não faz o mesmo e deixa esse papel de lado.


Tenho vinte e quatro anos e sou casada há cinco com um homem maravilhoso. No entanto, há algum tempo, comecei a sentir vontade de sair com outros homens. Creio que isso aconteceu porque me casei muito nova e virgem.

Conheci uma pessoa, também casada, e saímos. Tudo seria perfeito se, na hora H, eu não tivesse bloqueado. Não sei o que houve, mas, não me senti confortável para fazer sexo e por isso não rolou. Depois daquilo, tentei conversar, mas parece-me que a pessoa não quis entender.

Já surgiram inúmeras outras oportunidades, com outras pessoas, mas agora me sinto receosa, tenho medo que a situação se repita. Tenho um lance em vista, mas não quero chegar para pessoa e abrir o jogo… Contar que nunca me relacionei sexualmente com outro homem, além de meu marido. Nem vejo isso como algo necessário.

Sinceramente, acho que os motivos do meu bloqueio não têm muito a ver com “peso na consciência”, ou, pelo fato de eu amar meu marido. Vejo mais como uma questão de insegurança, de inexperiência, talvez. Estou cheia das vontades e super empolgada, pois eu preciso viver isso, mas, ao mesmo tempo, estou insegura. Que conselhos podes me dar?

Seu homem maravilhoso é do mesmo tipo da outra leitora. Ter casado nova e virgem não são causas de infidelidade, muito menos, justificativas. Assim como sua “colega” da pergunta acima, você não está nem aí com o seu marido.

O conselho que posso lhe dar é para, assim como queres ser “mulher” suficiente para todos os homens a sua volta, seja para acabar seu casamento. Depois disso, é só partir pra galera e abrir as pernas para o mundo.

Mr. P

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comentários

Empresário, administrador, jurista e escritor. Adora filosofia, psicologia, história e musculação. Crê que o "caminho da vida" é a busca da evolução perpétua. Escreve e responde dúvidas sobre os mais variados assuntos.

3 comentários No Minha Sincera Acidez III

  • Acho que estou esmurrando pontas de faca. Acredito que tenha perdido minha esposa e não tenho condições de recuperar-lhe o amor, o respeito e a dignidade. Resta-me admitir. Fiz um pequeno histórico dos acontecimentos recentes. Não sei há nisso alguma serventia…

    De qualquer modo, ei-lo:

    8 de dez – conheceu alguém em uma festa de colegas de trabalho. Apesar de se fazer presente juntamente com os dois filhos e o marido, despista, flerta com um desconhecido e deleita-se no banheiro do salão de festas. Trocam telefones para uma aventura sexual mais completa.

    10 de dez – aniversário de 9 anos do filho mais novo.

    11 de dez – em razão do compromisso com o coral da igreja, aproveita-se para efetivar o encontro com seu novo parceiro, em um conhecido motel da cidade onde mora. Não se preocupa ao menos em se proteger com preservativos.

    14 de dez – embriagada, resolve passear com o parceiro, que vai ao seu encontro no local em costuma freqüentar. Confia-lhe a direção do único veículo da família e se deixa expor em uma comemoração de colegas de trabalho de seu parceiro sexual, sendo levada na madrugada por bairros da periferia, até ser interceptada pela polícia.

    18 de dez – admite diversas aventuras sexuais desde 2007.

    31 de dez – insistindo que tudo deveria ser como antes manda votos de feliz ano novo para seu companheiro, pelo contato telefônico que manteve ativo na agenda do celular.

    Janeiro – manifesta interesse em manter-se casada e convivendo com marido e filhos, contraditoriamente passa a embriagar-se e reclamar de falta de liberdade, fica horas monitorando a pagina do facebook do declarado ex-parceiro sexual. Muda sua senha das redes sociais. Passa a apagar os históricos de e-mail, chamadas e torpedos. Passa a falar reservadamente ao telefone, o qual não fica mais ao alcance do desconfiado marido.

    1 de fev – é esbofeteada pelo esposo em acesso de ciúmes no meio da rua por deixar o carro estacionado em frente ao cabeleireiro de costume e reaparecer após duas horas em companhia de uma colega de trabalho que é adepta de swing.

    3 de fev – insiste que quer manter o casamento, apesar de reclamar pelo face com o companheiro pivô da crise não conseguir falar-lhe ao telefone. Ele lhe indica um novo número.

    4 de fev – desativa a conta do face.

    6 de fev – apesar da aparente tranqüilidade permanece hostil com o marido alimentando o desejo de não admitir a agressão física sofrida, culminando por abandoná-lo no cinema e mais tarde anunciar-lhe por telefone que estava hospedada em um hotel, disposta a extinguir a própria vida.

    Dias posteriores – o telefone passa a ser mantido fora do alcance do marido.

    17 de fev – anuncia ao marido não sentir tesão. Reativa a conta do face e em ato continuo, monitora por meia hora a pagina do companheiro…

  • Patricia Gimenes

    O problema que você tem que resolver é com você primeiro, menina. Qual seu pensamento em relação a sexo? Bloqueios? Talvez se sinta programada "ao contrário" porque ache que a ordem do dia é sair transando e queira experimentar outros homens…só que a ordem quem dá não é homem, não é mídia, não é nada. É você mesma. Aconselho a dar um tempo e pensar que ter se casado virgem também não tem nada de errado! Cada um na sua! E o que é melhor é avaliar o que quer da sua vida. As pernas você pode abrir se quiser, mas não adianta depois também ficar chorando por aí. Tome as rédeas de sua vida e tenha atitude. Pense: "o que eu sinto? O que minha ALMA (falo aqui no sentido de consciência interior) pede?" Você parece querer agradar à sociedade, os homens, se encaixar na mídia, menos se encontrar consigo mesma.

  • Lidiane Santos

    Mr. P, amei seus comentários.É a primeira vez que acesso essa página, gostei de ler essas histórias. Concordo com o que você disse em ambos os casos. Você foi super sincero e objetivo. Acredito que vou me tornar frequentadora desse espaço. Gostei da sua sincera acidez! =D

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