Riscos da Vida

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Sair de um relacionamento intenso ou muito longo, mesmo que não se ame mais, os respingos das marcas ficam. Estão ali… carimbadas, tagadas, implícita no nosso corpo. Na cabeça e principalmente no coração.

Buscando preencher vazios tão profundos que nem eu conheço ou consigo dizer quais são. Nos tornamos mais frios, amedrontados, como um gato arisco e pouco acessível.

A chave disso tudo fica em um poço tão fundo, que quando tentamos desencadeá-los, o rancor e a amargura vem a tona… explodem em nossa cara e nos mostra o quando nos tornamos melindrados e sem disposição para encarar novos amores ou novas histórias.

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Só de imaginar ou ver mesmas características, comportamentos parecidos com o do passado dá um frio na espinha, o racional toma conta da cabeça aos pés, e começamos  a fazer uma negociação ferrenha com a cabeça e o coração.

Tudo fica exposto na mesa o que podemos aceitar, o que não podemos, esse cara é sensível, egoísta, dono da razão, bom caráter, tem quimica, atencioso, carinhoso, galinha.

Amar sendo racional demais é impossível… não dá! Sendo mulher então? Muito menos.

E se entregar de novo, implica em pensar no futuro, imaginar tendo mais tempo despendido novamente, e talvez esse relacionamento novamente leve a lugar nenhum.

Como se desprender desses traumas e históricos? Como se entregar novamente a alguém? Como não estar com uma pessoa e não imaginar um futuro com ela?

Eu não sei.

 

 

Mulheres quando beiram os 30 anos, não necessariamente estão “ desesperadas para casar”, mas é óbvio que que querem e buscam alguém, que não seja tão somente mais um affair. Querem homens comprometidos, que buscam relacionamentos de verdade.

Esse “de verdade”, para muitas mulheres significam sim, entrega total, busca de algo incondicional, homens que assumam querer ficar com ela em qualquer situação. Apoiar, cuidar, respeitar, deixar todo o egoísmo de lado e viver em conjunto. Se sentir segura, amada, desejada, admirada.

Quando ela sente isso de forma real,  perde o chão e todos os sentidos, faz absolutamente de tudo para ser a pessoa mais perfeita do mundo para ele. Se cuida, fica linda, aprende novas coisas, faz surpresas, agrados, dá muito carinho, atenção e quer retribui tudo de volta para seu amado.

Realmente acredito que o amor destrói barreiras,  quebram paredes e muda pessoas.

Quem sabe a vida possa te surpreender novamente se você deixar.

É difícil?  É. E muito.  Se deixar permitir é a parte mais complicada de todas.  E dói ir contra a todos os princípios que foi instituido ao longo do tempo e das frustações. Mas se  pensar bem, as vezes perdemos coisas lindas e preciosas na nossa vida por medo.

E a vida é um investimento constante, quanto maior exposição ao risco, maior pode ser a perda ou o ganho. Ter aversão ao risco, nos impede de viver coisas boas, intensas e até onde eu sei….. na vida não é possível se defender de tudo.

 

Karen F.

[email protected]

Jornalista, pós-graduada em Comunicação pela FIA-USP. Morei em NYC por um ano e tenho uma tatuagem escrito Liberdade. Amo viajar e a independência, mas já chorei muito por ficar sozinha.

2 comentários No Riscos da Vida

  • Saber que as vezes algumas surpresas da vida, na verdade não precisam ser surpresas, que algumas invenções podem ser reinvenções, que ter e ter perdido é melhor que nunca ter tido…
    Nós abrimos o livro da vida quando nascemos, mas não sabemos qual história ele vai contar, mas com o passar do tempo cabe a gente também se antecipar, interpretar passado e presente e fazer com que o futuro tome uma forma, ao menos, parecida com algo que queremos…
    Quando nos defendemos tomamos uma postura retrátil, de quem não avança… o melhor mesmo é encarar a vida e deixar ela bater… e todo dia levantar, porque amanhã sempre tem mais…

  • Acredito que todo mundo tem um tempo de “luto” quando sai de uma relação… mas as vezes esse tempo parece não acabar… Aconteceu comigo… fiquei meses depressiva… até que enxerguei que o mundo não ia parar para que eu curasse meu coração, que a vida continua e que havia uma imensidão de coisas me esperando…
    Me permiti, apesar do medo (ele sempre irá existir), e sim… fui mais cautelosa… o que foi bom, pois me machuquei menos quando não deu certo…
    Temos a tendencia de nos tornar mais frios e racionais com o passar do tempo, é uma pena… ao mesmo tempo, sempre esperamos algo que nos arrebate, que nos provoque sensações inéditas… alguém que se entregue e faça com que nos entreguemos a paixão sem reservas…
    Eu senti isso uma vez e apesar de tudo o que sofri depois, queria poder sentir de novo… queria que alguém me despertasse de novo… porque isso é viver…

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