Viver é Correr Riscos

Corremos o risco de nos lesionar praticando exercícios, de que um raio caia em nossa cabeça ao sair em dias chuvosos, de sermos assaltados ou mesmo mortos em meio a uma cidade violenta, de contrair alguma doença no contato diário com a coletividade, de sermos traídos, frustrados ou magoados por amigos, parceiros e familiares, de sermos despedidos subitamente do emprego, de sermos repreendidos ao expressarmos nossas opiniões. Nossa existência é marcada por riscos iminentes, inevitáveis e constantes. Mesmo assim, muitos tem medo de arriscar.

Não falo do risco inconseqüente de dirigir em alta velocidade ou embriagado, de aplicar todas as economias na ação do momento, de trair o parceiro, de ter relações sexuais sem preservativo com alguém que você mal conhece. Mas sim, de arriscar abandonar um curso para iniciar outro, de acabar ou iniciar um relacionamento, de sair do emprego para procurar outro, de tomar a iniciativa num relacionamento, de mudar suas atitudes perante a vida.

Não devemos tolher nossas ações por medo de correr riscos. Pois, uma vida sem riscos é monótona, frustrante e entediante. Qual a satisfação e emoção que se tem em fazer algo cujo êxito é certo, programado? Nenhuma. Por isso, essa prerrogativa vale não só para aquelas pessoas amedrontadas que não conseguem lograr êxitos por falta de ações, atitudes proativas, mas também, para os seres humanos que se acomodaram de forma estável em “locais confortáveis” e pretendem viver neles de forma quase que vegetativa, apenas, aguardando o momento de deitarem-se, eternamente, no leito de um túmulo.


Mr. P

 

Empresário, administrador, jurista e escritor. Adora filosofia, psicologia, história e musculação. Crê que o "caminho da vida" é a busca da evolução perpétua. Escreve e responde dúvidas sobre os mais variados assuntos.

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